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Atualizado às: 26 de julho, 2006 - 14h16 GMT (11h16 Brasília)
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Reunião termina sem acordo sobre trégua no Líbano
Libanês carrega filha nos ombros enquanto observa estrago causado por bombardeio em Beirute
Combates e ataques aéreos foram mantidos nesta quarta-feira
Uma reunião ministerial em Roma convocada para discutir o conflito no Líbano terminou nesta quarta-feira com um comunicado expressando a determinação em trabalhar por um cessar-fogo sustentável e duradouro com a máxima urgência.

Mas apesar de um apelo feito pelo primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, não houve acordo por um cessar-fogo imediato.

A secretária de Estado americano, Condoleezza Rice, disse que não havia condições para sustentar um cessar-fogo.

O comunicado, lido pelo ministro italiano das Relações Exteriores, Massimo D’Alema, também falou sobre a necessidade de uma força internacional para apoiar o Exército libanês.

O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, disse que uma força multinacional ajudaria o Líbano a impor sua autoridade e implementar as resoluções da ONU para desarmar o Hezbollah.

Ele disse que é importante incluir a Síria e o Irã em qualquer acordo eventual sobre o Líbano.

Condoleezza Rice disse que o Líbano não poderia voltar à situação em que estava antes do atual conflito.

Combates

A reunião em Roma, convocada por Rice, incluiu vários membros da União Européia, os Estados Unidos, Rússia, Canadá, alguns países árabes e a Turquia. Irã, Síria e Israel não foram convidados para o encontro.

O encontro ocorreu em meio a novos ataques de mísseis do Hezbollah contra Israel e fortes combates no sul do Líbano, onde a mídia árabe diz que ao menos nove soldados israelenses foram mortos.

Além disso, quatro observadores da ONU no sul do Líbano foram mortos após um ataque aéreo de um caça israelense na terça-feira.

Também nesta quarta-feira, um comboio levando assistência – o primeiro autorizado por Israel – deixou Beirute rumo ao sul do país.

Na terça-feira, o ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, disse que Israel estabeleceria o que chamou de uma zona de segurança no sul do Líbano, mantida sob o controle israelense enquanto a força multinacional não chegar à região.

Observadores mortos

Ataque a posto da ONU ocorreu na área de Khiam, no sul do Líbano
Este é o terceiro dia da missão diplomática de Condoleezza Rice para tentar controlar a crise, após ter viajado ao Líbano, a Israel e à Cisjordânia no início da semana.

Na noite de terça-feira, Rice estava reunida em Roma com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, quando foram divulgadas as notícias de que um bombardeio de Israel matou quatro soldados em um posto de observação da força de paz da ONU em Khiam, no sul do Líbano.

A atual força de paz da ONU no Líbano, conhecida pela sigla Unifil, está na região da fronteira desde 1978 e tem cerca de 2.000 homens.

O correspondente da BBC em Nova York Daniel Lak disse que os observadores haviam buscado proteção em um abrigo sob o posto de observação, porque já tinham sido alvo de 14 ataques de artilharia israelense contra sua posição, levando o general francês que comanda a Unifil a ligar ao comando militar israelense pedindo a interrupção dos ataques.

Porém o abrigo anti-aéreo acabou sendo atingido por uma única bomba pesada lançada por um caça israelense, e quatro observadores desarmados, da Áustria, Canadá, China e Finlândia foram mortos.

Uma equipe de resgate da ONU também se tornou alvo de disparos ao fazer buscas nos escombros por sobreviventes.

"Ataque deliberado"

Em um comunicado, Annan disse que o episódio foi resultado de “um aparente ataque deliberado pelas Forças de Defesa Israelenses” e pediu uma ampla investigação.

O ministro das Relações Exteriores do Líbano, Fawzi Sallukh, condenou o ataque como “uma agressão bárbara e premeditada”.

“Essa agressão mostra uma vez mais que Israel não faz distinções entre uma mulher, uma criança, um hospital ou um posto da ONU, cuja missão é assegurar a segurança e a paz, violadas pelo Estado judeu”, disse o ministro, um muçulmano xiita próximo ao Hezbollah.

A China condenou a morte de um de seus cidadãos e pediu uma investigação.
A Finlândia, que ocupa atualmente a presidência da União Européia, expressou seu “choque” com o ataque israelense e pediu um inquérito imediato.

O premiê israelense, Ehud Olmert, expressou seu pesar pelas mortes em um telefonema a Annan, dizendo que o posto de observação foi atingido por engano.

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