|
Autoridades bolivianas tentam amenizar palavras de Morales | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O chefe da Casa Civil da Presidência da República boliviana, Juan Quintana, tentou amenizar as declarações do presidente do país, Evo Morales, de que a Petrobras está "ilegalmente" na Bolívia. Segundo ele, as palavras de Morales na quinta-feira não mudam o acordo entre a empresa brasileira e o governo boliviano, após reunião quarta-feira, em La Paz – ou seja, na noite anterior às acusações de Morales à empresa brasileira. O presidente da estatal boliviana YPFB, Jorge Alvarado, saiu em sua defesa, afirmando que Morales não comentaria algo que não soubesse. "Eu não posso opinar pelo presidente. Mas o presidente sabe o que diz e se ele disse alguma coisa é porque tem informação", afirmou. Preocupação Alvarado e Quintana, entre outras autoridades, mostraram preocupação com o futuro das discussões com a empresa brasileira. Mas ressaltaram que as empresas transnacionais instaladas no país, incluindo a Petrobras, assinaram contratos que não tiveram o aval do Congresso Nacional, como manda a constituição. "Elas assinaram contratos ilegais porque não foram aprovados pelo Parlamento", disse Quintana. Esse foi o argumento de Morales, na entrevista coletiva em Viena, na Áustria, para dizer que a Petrobras está de forma irregular na Bolívia. "Eu não posso dizer agora qual é a situação, mas temos que fazer a investigação correspondente", disse Alvarado, sem entrar em mais detalhes. Ao mesmo tempo, ele informou que as comissões bilaterais para se tentar avançar nas negociações dos novos contratos já começam a se reunir na próxima terça-feira. Tensão Numa entrevista no início da noite, no palácio presidencial, Juan Quintana, homem forte do governo, tentou diminuir a tensão gerada com as acusações de Morales. Ele afirmou que o comunicado conjunto divulgado, na quarta-feira, entre representantes do Brasil e da Bolívia mantinha sua validade. Prova de que, interpretou, havia disposição para entendimento dos dois lados. "Esta declaração conjunta entre o presidente de Petrobras (Sergio Gabrielli) e o ministro boliviano de hidrocarbonetos (Andrés Soliz Rada) se mantém inalterada." Quintana afirmou que as negociações vão continuar para se definir o novo papel da Petrobras no país, após o decreto de nacionalização dos hidrocarbonetos. "Para nós, (após a reunião de quarta-feira) a Petrobras reconheceu a legalidade do decreto de nacionalização dos hidrocarbonetos e acho que essa declaração conjunta não sofreu nenhum retrocesso", insistiu. Quando perguntado se o presidente também tinha se referido à palavra "contrabando", Quintana descartou, reiterando que a questão em debate é a falta de aval dos contratos das privatizadas pelo Parlamento. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Declarações de Morales causam surpresa na Bolívia11 maio, 2006 | BBC Report Acordo impede que Bolívia aumente preço do gás11 maio, 2006 | BBC Report Bolívia não garante indenização à Petrobras10 maio, 2006 | BBC Report Petrobras tenta convencer Bolívia a não elevar preços10 maio, 2006 | BBC Report Venezuela amplia gastos em energia na Bolívia10 maio, 2006 | BBC Report Bolívia diz que não é obrigada a indenizar Petrobras10 maio, 2006 | BBC Report Missão brasileira vai à Bolívia negociar preço de gás09 de maio, 2006 | Notícias Bolívia confirma reforma agrária até agosto08 de maio, 2006 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||