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Bolívia não garante indenização à Petrobras | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro boliviano de hidrocarbonetos, Andrés Soliz Rada, disse nesta quarta-feira que qualquer indenização à Petrobras só será concretizada no fim das discussões com a empresa brasileira. “Se houver indenização, só no fim das negociações.” Em uma conversa com jornalistas, Solíz Rada disse que a Petrobras recebeu as refinarias bolivianas com estoque de gás, diesel, petróleo e outros componentes energéticos, que não teriam sido contabilizados na época da privatização. “Sei que o pagamento das indenizações é uma coisa que preocupa o chanceler (Celso) Amorim”, afirmou. “Mas no momento das privatizações não se considerou o que já tínhamos nas refinarias”. Segundo ele, técnicos da YPFB, a estatal boliviana, estimam que os estoques que estavam na empresa equivaliam a entre US$ 20 milhões a US$ 30 milhões. “Então, dos US$ 100 milhões que a Petrobras pagou, já estamos reduzindo para cerca de US$ 70 milhões”, disse. Sem medo Segundo ele, jamais foi realizada auditoria para saber se a Petrobras pagou mais ou menos do que deveria pelas refinarias que possui nos departamentos (Estados) de Cochabamba e Santa Cruz, na Bolívia. Soliz Rada falou à imprensa brasileira e boliviana a poucas horas da chegada de uma missão brasileira a esta cidade, onde será aberta a rodada de negociações com a Petrobras, após a decretação da nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia. Quando perguntado se não temia pela saída da Petrobras do país, ele respondeu: “Não. A Petrobras é que deve estar com medo de ter que sair daqui”. Ele preferiu não antecipar qual valor de ajuste no preço do gás vendido ao Brasil que a Bolívia pretende colocar na mesa de negociações com os brasileiros. “Não seria inteligente se falasse agora em valores”, afirmou. A idéia será definir o melhor caminho para a Bolívia, depois das conversas com os representantes do Brasil e também da Argentina, outro país dependente do gás boliviano. O ministro boliviano reconheceu a preocupação, principalmente do governo brasileiro, com a presença das Forças Armadas nas refinarias de capital externo instaladas na Bolívia. Ele afirmou que a idéia foi incluir os militares no projeto de nacionalização já que, historicamente, sempre que houve nacionalização, ocorreu algum golpe. “Convocamos as Forças Armadas para que não houvesse nenhum tipo de sabotagem. Representa um fato de garantia de que a Bolívia está decidida a cumprir seus compromissos”, disse. |
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