70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 09 de maio, 2006 - 22h33 GMT (19h33 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Petrobras quer ser indenizada na Bolívia
Exército ocupou as instalações da Petrobrás na Bolívia
A Petrobras quer discutir com a Bolívia a indenização de seus investimentos no país, depois que um decreto do presidente Evo Morales nacionalizou o setor de gás e petróleo no início do mês.

"A constituição boliviana diz que a nacionalização é possível, mas com indenização prévia. Temos que iniciar uma discussão sobre isto," disse o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, em uma coletiva de imprensa em Caracas, segundo a agência Reuters.

As discussões entre a Petrobras e o governo do presidente Evo Morales serão iniciadas nesta quarta-feira, em La Paz, com a chegada de Gabrielli à capital boliviana.

O governo boliviano anunciou que não pretende pagar indenização às empresas pela nacionalização.

Acordos ilegais

O assessor para Assuntos de Integração do governo Morales, Pablo Solon explicou à correspondente da BBC em Caracas, Claudia Jardim, que a Constituição não prevê indenização às multinacionais que operavam no país porque se tratavam de acordos “ilegais”, “não ratificados pelo Congresso boliviano”.

De acordo com Solon, o que será discutido é o pagamento de indenização da infra-estrutura das refinarias, não do acesso e exploração dos hidrocarbonetos previstos nos contratos.

A Petrobras, investiu aproximadamente US$ 1,6 bilhão (R$ 3,2 bilhão) na Bolívia e é a maior consumidora do gás boliviano, além de ser a empresa que mais recolhe impostos no país.

A direção da empresa já anunciou que não vai mais investir na vizinha Bolívia.

Prazos e preços

O presidente da estatal boliviana de hidrocarbonetos YPFB, Jorge Alvarado, disse a jornais locais que não vai aceitar a sugestão brasileira de fechar um acordo sobre preços em 45 dias.

"Eles não podem assumir que contratos sejam assinados em 45 dias e não vamos nos sujeitar a nenhuma forma de pressão," afirmou Alvarado.

O presidente da Petrobras afirmou que vai "esperar 45 dias mais para definir o problema da indenização". Depois deste prazo, se não houver acordo com relação à revisão de contratos e ao estabelecimento de novas regras, vai levar o caso ao Tribunal Internacional em Nova York.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade