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Petrobras quer ser indenizada na Bolívia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Petrobras quer discutir com a Bolívia a indenização de seus investimentos no país, depois que um decreto do presidente Evo Morales nacionalizou o setor de gás e petróleo no início do mês. "A constituição boliviana diz que a nacionalização é possível, mas com indenização prévia. Temos que iniciar uma discussão sobre isto," disse o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, em uma coletiva de imprensa em Caracas, segundo a agência Reuters. As discussões entre a Petrobras e o governo do presidente Evo Morales serão iniciadas nesta quarta-feira, em La Paz, com a chegada de Gabrielli à capital boliviana. O governo boliviano anunciou que não pretende pagar indenização às empresas pela nacionalização. Acordos ilegais O assessor para Assuntos de Integração do governo Morales, Pablo Solon explicou à correspondente da BBC em Caracas, Claudia Jardim, que a Constituição não prevê indenização às multinacionais que operavam no país porque se tratavam de acordos “ilegais”, “não ratificados pelo Congresso boliviano”. De acordo com Solon, o que será discutido é o pagamento de indenização da infra-estrutura das refinarias, não do acesso e exploração dos hidrocarbonetos previstos nos contratos. A Petrobras, investiu aproximadamente US$ 1,6 bilhão (R$ 3,2 bilhão) na Bolívia e é a maior consumidora do gás boliviano, além de ser a empresa que mais recolhe impostos no país. A direção da empresa já anunciou que não vai mais investir na vizinha Bolívia. Prazos e preços O presidente da estatal boliviana de hidrocarbonetos YPFB, Jorge Alvarado, disse a jornais locais que não vai aceitar a sugestão brasileira de fechar um acordo sobre preços em 45 dias. "Eles não podem assumir que contratos sejam assinados em 45 dias e não vamos nos sujeitar a nenhuma forma de pressão," afirmou Alvarado. O presidente da Petrobras afirmou que vai "esperar 45 dias mais para definir o problema da indenização". Depois deste prazo, se não houver acordo com relação à revisão de contratos e ao estabelecimento de novas regras, vai levar o caso ao Tribunal Internacional em Nova York. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Missão brasileira vai à Bolívia negociar preço de gás09 de maio, 2006 | Notícias Bolívia confirma reforma agrária até agosto08 de maio, 2006 | Notícias Lula, Kirchner e Chávez concordam em apoiar Bolívia04 de maio, 2006 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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