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Atualizado às: 10 de maio, 2006 - 09h27 GMT (06h27 Brasília)
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Petrobras tenta convencer Bolívia a não elevar preços

Indústria de gás na Bolívia
Nacionalização do gás gerou crise entre Brasil e Bolívia
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, tentarão convencer o governo boliviano a manter o fornecimento do gás ao Brasil sem reajuste de preços.

Os dois se encontrarão com o ministro de hidrocarbonetos da Bolívia, Andréz Solíz Rada, às 17h desta quarta-feira, em La Paz, em meio à polêmica envolvendo a recente nacionalização da exploração de energia no país.

A Petrobras é o maior investidor individual na Bolívia e, segundo assessores governamentais, deverá argumentar que o Brasil não é o único dependente na relação entre os dois países.

Se o Brasil precisa do gás boliviano, diz a Petrobras, a Bolívia precisa da gasolina e do diesel extraídos dos mesmos poços operados pela empresa para retirar o gás enviado ao mercado brasileiro.

"Essa é uma dependência recíproca", afirmou um interlocutor do governo brasileiro. "Se não tiver gás para o Brasil, não haverá combustível para a Bolívia, e o país pára em poucos dias."

A realidade, de acordo com técnicos brasileiros, é que a Bolívia não teria como armazenar o gás, além de dois ou três dias, caso decida suspender o fornecimento ao Brasil. E queimá-lo seria desrespeitar as regras de defesa do meio ambiente.

Preço

Nessa encruzilhada, assessores do Ministério de Hidrocarbonetos afirmaram que o Solíz Rada não pretende abrir mão do ajuste no preço do gás.

O ministro foi peça decisiva na nacionalização dos hidrocarbonetos, anunciada pelo presidente Evo Morales em 1º de maio.

No governo boliviano não há simpatia pela idéia da Petrobras de estabelecer quanto antes uma indenização a seus ativos, como estabelece o acordo em vigor.

Os bolivianos argumentam que serão seis meses de negociações e que ainda é cedo para se falar em indenizações. Tudo indica que a reunião desta quarta-feira será um primeiro passo de uma difícil queda de braço.

União Européia

Morales embarca nesta quarta-feira cedo para sua segunda viagem internacional desde que foi eleito presidente, em dezembro.

Ele participará da reunião, em Viena, entre países da América Latina e do Caribe com a União Européia, além de fazer escalas na França, Bruxelas e Estados Unidos, de acordo com a imprensa boliviana.

Em Viena, Morales, empossado em 22 de janeiro, terá pelo menos dois encontros bilaterais. Com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, e com o espanhol José Luiz Zapatero. Nos dois casos, a energia deverá ser o assunto principal.

O Chile recebe gás da Bolívia, através da Argentina. Bachelet e Morales também deverão conversar sobre a antiga revindicação boliviana de saída ao mar. Com Zapatero a conversa deverá ser sobre os próximos passos para a manutenção dos investimentos da petroleira espanhola Repsol no país.

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