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China quer levar fábrica do Brasil, diz New York Times | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma reportagem publicada nesta sexta-feira no jornal americano The New York Times revela o suposto plano de uma empresa chinesa de comprar a montadora da DaimlerChrysler e da BMW em Campo Largo, no Paraná, e de transportá-la, "peça a peça", para a China. O projeto do grupo Lifan seria, de acordo com o jornal, uma tentativa de importar as tecnologias mais avançadas do mundo para "catapultar a fabricação de carros da China ao nível de força global". "Se a compra der certo, a China poderia ultrapassar os seus competidores como a Coréia do Sul e alcançar o Japão, a Alemanha e os Estados Unidos na venda de alguns dos carros mais eficientes em termos de consumo e confortáveis do mercado", diz o NYT. Para isso, os chineses estariam dispostos a desmontar a montadora paranaense e transportar tudo mais de 13 mil quilômetros até a cidade de Chongqing. Os valores envolvidos na transação, que ainda estaria em estado embrionário, segundo o diário americano, não foram revelados ao NYT nem pelos compradores chineses nem por representantes da BMW e da DaimlerChrysler. O jornal classifica a montadora como uma das "mais famosas e incomuns do ramo" e destaca a produção de motores Tritec, "um dos mais sofisticados tecnologicamente e de maior eficiência de consumo do mundo". 'Paraíso' argentino' A divulgação oficial do crescimento recorde de 9,1% na Argentina na quinta-feira, levou o jornal La Nación a publicar uma nota sob o título de "O paraíso não é suficiente para se relaxar". O diário argentino comemora "as cifras positivas" e afirma que "todos os prognósticos foram superados pela realidade", ressaltando que o governo "tem motivos de sobra para pensar que alcançou o paraíso". No entanto, o La Nación enuncia uma série de medidas que devem ser tomadas pelo governo nos próximos anos, lembrando que "em 2007 haverá outra campanha eleitoral", na qual o presidente Néstor Kirchner seguramente buscará a sua reeleição". Para o diário, Kirchner deve passar a incentivar a oferta em vez da procura, "para que o país cresça durante muitos anos, não só três ou quatro". "No entanto, se o que o governo quer é reduzir a desigualdade social e a pobreza, então talvez seja mais adequado pôr em ação medidas específicas de investimento nos setores mais esquecidos, os mais distantes do clientelismo político", conclui o La Nación. Haia à vista Ainda na Argentina, o Clarín destaca em manchete uma suposta ameaça do governo argentino de levar o Uruguai ao tribunal internacional de Haia, na Holanda, para resolver a crise em torno da construção de fábricas de papel na fronteira entre os dois países. "A tensão com o Uruguai subiu ontem mais um degrau", diz o diário, afirmando que os argentinos entrariam com uma medida cautelar em Haia, pedindo a suspensão preventiva da construção das fábricas no Uruguai. Ao mesmo tempo, afirma o Clarín, o presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, tampouco descarta a possibilidade de recorrer a outros organismos internacionais, "tais como as Nações Unidas e a Organização dos Estados Americanos". De acordo com o Clarín, uma nota oficial do governo argentino justifica a medida porque o Uruguai "violou o direito ambiental internacional ao autorizar unilateralmente a construção das instalações industriais, descumprindo o tratado bilateral do Rio Uruguai". Enquanto os dois países não chegam a um acordo, ambientalistas já interditaram duas das três pontes que unem os dois países. 'Roma, perigo mortal' O jornal britânico The Independent afirma em uma reportagem nesta sexta-feira que alguns dos principais monumentos da Roma antiga precisam de "tratamento de emergência" senão vão "representar um perigo mortal para os milhões de turistas que os visitam todo ano". O alerta, segundo o jornal britânico, foi dado em um estudo encomendado pelo ministério da Cultura italiano em novembro, depois que um muro antigo caiu em um dos sete montes em que a cidade foi construída originalmente. Entre os monumentos em risco, estão: o palácio próximo ao Circus Maximus, onde aconteciam corridas de bigas; a casa em que o imperador Júlio César viveu; e o "labiríntico Domo de Nero". De acordo com o estudo em que a reportagem do Independent se baseia, seriam necessários mais de 130 milhões de euros ao longo de dez anos para restaurar as construções do monte Palatino, as mais antigas das sete colinas romanas. 'Ar puro alemão' Na Alemanha, uma reportagem do Berliner Zeitung comenta o fortalecimento do lobby pela proibição do fumo na Alemanha, no rastro das decisões que já foram tomadas pela Espanha, Itália, Irlanda e, pelo menos no Parlamento, Grã-Bretanha. De acordo com o diário "cresce também na Alemanha a pressão pela proibição do fumo em restaurantes e bares". O jornal cita um especialista em saúde pública do partido SPD, Karl Lauterbach, que defende ainda a proibição da propaganda visando à venda de cigarros e produtos de tabaco. Para ele, os maços deveriam trazer fotos assustadoras sobre as conseqüências do vício no futuro, como já acontece no Brasil. Atualmente, na Alemanha os donos dos estabelecimentos podem decidir se permitem ou não o fumo. Segundo a Berliner Zeitung, a associação de bares e restaurantes do país já teria se comprometido a criar, até 2008, recintos para não-fumantes em quase todos os grandes estabelecimentos. |
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