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Lula desafia descrentes com popularidade, diz FT | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal financeiro britânico Financial Times abre a editoria internacional desta quinta-feira com uma reportagem entitulada "Lula desafia descrentes com ressurgimento popular na proximidade das eleições", em que diz que o presidente brasileiro está em ascensão novamente. "Parece ter embarcado em uma estrondosa preparação para as eleições gerais de outubro", afirma o FT. Os motivos para o otimismo identificado pelo jornal britânico seriam os resultados de uma pesquisa de opinião publicada no último fim de semana, os indicadores de produção industrial de dezembro – que podem indicar o início de uma recuperação da economia brasileira. "Acrescente-se a isso a queda no desemprego e nas taxas de juros, um aumento substancial no salário mínimo, cortes fiscais para a indústria de construção, uma safra gorda à vista e, para fechar com chave de ouro, uma oposição aparentemente incapaz de capitalizar sobre o escândalo de corrupção que cerca o governo", completa o FT. No entanto, o diário lembra que "pesquisas não constituem tendências" e lembra que, com o início da campanha, a oposição pode mudar a estratégia de "deixar o presidente sangrar lentamente" por causa do escândalo de corrupção para atacá-lo frontalmente. O jornal conclui que, "certamente, não se deve esperar mudanças dolorosas (na direção da economia) em um ano eleitoral" nem os "eleitores brasileiros, desiludidos com promessas anteriores", devem apostar em grandes mudanças. Coca O também britânico The Guardian abre seis páginas do seu caderno G2 para uma entrevista com o presidente da Bolívia, Evo Moralez, entitulada "Coca é um estilo de vida". Na reportagem, que descreve a ascensão do líder que "pôs a Bolívia no mapa", Moralez defende a tradição de uso das folhas de coca no país. "Para nós, é um estilo de vida, mas a coca não é a cocaína", afirma o presidente, lembrando que a erva é usada em infusões para combater o mal da altitude, remédios para vários males, inclusive tosse, e é mascada antes e durante o trabalho como estimulante. A reportagem conclui que Evo Moralez "tem o potencial para ser um excelente presidente no país mais pobre da América do Sul", mas salienta "uma coisa é certa; ele vai precisar de tempo para lograr êxito, e tempo é algo que normalmente não é dado aos presidentes bolivianos". Nos 182 anos de história do país, lembra a reportagem, 190 governos "fracassaram". Gênese da revolta Nos Estados Unidos, o jornal The New York Times identifica um encontro de 57 líderes de países muçulmanos em Meca, em dezembro, como "a virada" para a revolta sobre as charges sobre o profeta Maomé. De acordo com o NY Times, a declaração final da reunião, que discutiu o extremismo religioso, chegou a incluir uma menção à publicação das charges. Na nota, os líderes se declaram "preocupados com o crescimento do ódio contra o Islã e muçulmanos e condenam o recente incidente da profanação da imagem do Santo Profeta Maomé na imprensa de certos países". Para o jornal americano, o encontro, que contou com a presença do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, entre outros, foi "uma certa virada" na polêmica que estava reduzida à revolta entre um pequeno grupo de muçulmanos. De acordo com fontes entrevistadas pelo jornal americano, a partir do encontro em Meca, governantes passaram a explorar essa revolta politicamente. O diário descreve o acirramento de ânimos que se seguiu ao encontro em Meca. "As manifestações começaram como uma reação visceral, então você passou a ter governo dizendo, 'vejam, essa é a democracia da qual eles falam'", disse um entrevistado ao NY Times. Exército na Copa O jornal alemão Sueddeutsche Zeitung destaca nesta quinta-feira o plano do governo da Alemanha de mobilizar pelo menos 2 mil soldados do Exército para garantir a segurança nas ruas. Segundo o diário, o plano já foi detalhado com a Bundeswehr, o Exército do país, e será discutido hoje no Parlamento alemão. Durante a Copa, segundo a reportagem, forças militares especiais vão estar de prontidão para combater possíveis ataques com armas químicas, nucleares ou biológicas. Segundo um relatório do ministério da Defesa ao qual a Sueddeutsche Zeitung teve acesso, até o momento, já foram apresentados mais de cem pedidos de apoio militar pelos Estados e cidades envolvidas na Copa de 2006. Entre os pedidos estão a construção de um centro cirúrgico de emergência em Kaiserslautern e de uma torre de controle móvel para o aeroporto de Stuttgart. O Exército alemão também vai liberar o uso de 40 prédios para abrigar quase 6 mil seguranças da Copa, além de fornecer 150 mil refeições para os policiais. O custo do pacote de segurança da Copa deve ficar em torno dos 5 milhões de euros, o equivalente a quse R$ 18 milhões. |
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