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'Clarín': Argentina cresceu mais de 9% em 2005 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diário argentino Clarín afirma nesta segunda-feira que o governo da Argentina deve anunciar um crescimento recorde de mais de 9% no ano passado. De acordo com o jornal, o país teria crescido acima das expectativas, batendo o recorde de 1998, e cravando 37 meses de crescimento ininterrupto. O diário ressalta, entretanto, que há dois problemas pendentes: "a distribuição desigual de riqueza e uma inflação que ainda não pode ser dominada". Uma fonte entrevistada pelo jornal diz achar "muito difícil que o país tenha terminado o ano com um crescimento abaixo dos 9%" Em 2004, ainda segundo o Clarín, a Argentina cresceu 9%, e no ano anterior, 8,8%. Apesar dos resultados animadores da economia, outro diário argentino, o La Nación, afirma nesta segunda-feira que uma análise preparada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) pode bloquear o desembolso de mais de US$ 1,3 bilhão em seis linhas de crédito dos bancos Mundial e Interamericano de Desenvolvimento (BID). Segundo o La Nación, o FMI deve apresentar dúvidas sobre as políticas do governo argentino e sobre a eficácia dos controles de preço diante da pressão inflacionária no país. De acordo com o diário, que cita fontes do governo americano e dos bancos envolvidos, "a posição que o FMI adotar na avaliação em curso está complicando a aprovação de seis créditos". "Espera-se que o FMI reitere suas objeções sobre o imposto sobre cheques e as retenções às exportações, que considera 'distorcidos', e poderia levantar dúvidas sobre a política monetária do Banco Central, por manter o câmbio atual", diz o La Nación. Petrobras na Bolívia O jornal britânico Financial Times traz nesta segunda-feira uma reportagem sobre os planos da Petrobras de investir mais de US$ 5 bilhões no setor de gás da Bolívia. De acordo com o FT, os investimentos seriam feitos em joint-ventures com a estatal de energia boliviana YPFB, e o montante ultrapassa o total investido no setor desde que foi privatizado, em 1996. O diário financeiro britânico diz ainda que o acordo inicial para estes investimentos deve ser assinado até o fim do mês e deve incluir a construção de um centro gás-químico na fronteira entre Brasil e Bolívia e a participação da YPFB em duas refinarias operadas pela Petrobras. O Financial Times afirma que o anúncio é "uma benção" para o presidente boliviano, Evo Morales, que "assumiu o poder sob promessas de nacionalizar a indústria de gás garantindo o envolvimento do Estado como parceiro igualitário das empresas de energia estrangeiras". Endividamento O jornal britânico The Daily Telegraph, da Grã-Bretanha, destaca que o nível de endividamento do consumidor bateu pela primeira vez o Produto Interno Bruto do país. Segundo o jornal, "as dívidas assumidas por famílias britânicas ultrapassaram o tamanho da economia pela primeira vez", o que "deve causar consternação no Banco da Inglaterra". Na semana passada, o órgão decidiu manter as taxas de juros do país no nível atual, de 4,5% ao ano. Segundo o Telegraph, os números oficiais mostram um crescimento de 10,2% no endividamento familiar no ano passado, batendo 1,158 trilhão de libras esterlinas (cerca de R$ 432 trilhões). O PIB de 2005, segundo o diário, ficou em 1,127 trilhões de libras, mais de 30 bilhões de libras (cerca de R$ 120 bilhões) a menos do que o endividamento. Gripe do frango No Washington Post, dos Estados Unidos, um editorial afirma que a chegada da gripe aviária à África, confirmada pela Nigéria na semana passada, "significa que a epidemia nas aves está fora de controle". O jornal diz que "nenhum dos métodos utilizados contra ela até agora, vacinação em massa, na China, e sacrifícios em massa no Sudeste Asiático, impediu que pássaros selvagens carregassem o vírus H5N1 através do globo." O editorial afirma ainda que apesar de especialistas terem previsto, por análise das trajetórias dos vôos das aves migratórias, que o vírus chegaria à África, isso não fez com que o continente ou a comunidade internacional se mobilizassem. "Apesar da atenção em altas esferas dedicada a este assunto, pelo presidente Bush e pelas Nações Unidas, nem a África nem a comunidade internacional estão remotamente preparados para uma epidemia de gripe aviária ou da forma humana da doença, caso o vírus venha a mutar", afirma o editorial. O texto enuncia ainda as dificuldades de se criar uma vacina eficaz contra o vírus, que pode sempre mutar, e levanta dúvidas até mesmo sobre o programa de desenvolvimento americano para uma vacina. O editorial do Washington Post conclui de forma pouco animadora: "em outras palavras, cruze os seus dedos. Talvez a pandemia nunca chegue." |
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