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Charges são conspiração contra Islã, diz jornal egípcio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polêmica sobre a publicação de charges com o profeta Maomé é destaque em jornais europeus e árabes. Segundo o jornal egípcio Al-Jumhuriyah, a publicação das charges "não é uma questão de liberdade de pensamento, de liberdade de expressão ou crença, mas sim uma conspiração contra o Islã e os muçulmanos, cuja preparação começou há muitos anos". O jornal Al-Ra'y, da Jordânia, diz: "O ataque ao nosso querido profeta, 'que as preces e a paz de Deus estejam com ele', nas charges desgraçadas publicadas nos jornais dinamarqueses é o resultado da fraqueza dos países árabes e islâmicos". Para o jornal Al-Watan, da Arábia Saudita, "qualquer tentativa da imprensa européia de mostrar solidariedade com liberdade de opinião será considerada uma operação muito perigosa com o objetivo de iniciar uma guerra religiosa internacional em grande escala". Já o jornal Al-Safir, do Líbano, diz que a mensagem enviada pelos muçulmanos com o boicote "é errada em todos os sentidos, porque eles escolheram uma manchete tola para uma batalha que na verdade é sobre caricaturas". Na Europa, alguns jornais defendem a publicação em nome da liberdade de expressão, mas outros alertam sobre o potencial de ofensa das charges. O jornal alemão Der Tagesspiegel, que na quarta-feira publicou as charges, descreve a reação dos muçulamnos como "excessiva", e afirma que grupos religiosos não deveriam ter permissão de determinar os limites da liberdade de expressão. "Quando uma sociedade se permite ser guiada só pelos 'sentimentos' de um grupo de pessoas, então, não é livre", diz o jornal. Para o jornal suíço Le Temps, "liberdade de imprensa e liberdade de expressão são valores fundamentais das sociedades democráticas e elas não devem ceder a demandas que põem em risco princípios duramente conquistados". Outro diário alemão, o Die Tageszeitung, que também publicou as charges, diz que "é claro" que a mídia tem o direito de submeter símbolos religiosos a um tratamento satírico. No entanto, o jornal reconhece que algumas das charges em questão são de "mau gosto". "Acima de tudo, tendo em vista a atual situação política na Dinamarca, elas são a declaração da maioria da sociedade em relação à minoria muçulmana no país, uma declaração que pode, na verdade, ser interpretada como racista", diz Die Tageszeitung. O jornal Der Standard, da Áustria, condena a publicação que chama de "tola e insensível". Mas o jornal também considera que a reação do mundo muçulmano tem sido "excessiva de forma alarmante". |
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