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Gripe aviária pode ser Peste Negra do século 21, diz jornal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diário The Guardian traz previsões lúgubres nesta sexta-feira e estampa a manchete "Gripe aviária pode ser a Peste Negra do século 21", em referência à epidemia de peste bubônica que, segundo estimativas, teria dizimado cerca de um terço da população da Europa no século 14. A reportagem do jornal é baseada em um estudo sobre as maiores ameaças à economia em 2006, realizado pelas seguradoras Swiss Re e Marsh and McLennan (MMC) e pela Merril Lynch, apresentado no Fórum Mundial Econômico de Davos, na Suíça, na quinta-feira. De acordo com o jornal, "na pior das situações, os especialistas afirmam que poderiam haver revoltas para saquear depósitos de vacinas, colapso da ordem pública, fuga parcial das cidades e migração em grande escala". Um dos responsáveis pelo relatório, Kevan Watts, presidente da Merrill Lynch International, disse ao Guardian que o impacto de uma pandemia de gripe aviária também poderia ser comparável ao chamado agosto negro de 1914. "Os mercados não estão contando com o sofrimento de curto prazo que seria provocado pelas hipóteses mais extremas", afirmou Watts ao diário britânico, recomendando maior colaboração para evitar a proliferação da variante mortal do vírus, o H5N1. Irã O jornal britânico The Times alerta nesta sexta-feira, em artigo assinado pelo colunista Gerard Baker: "Prepare-se para o impensável: Guerra contra o Irã pode ser uma necessidade". O jornalista diz que a guerra contra o Irã é "uma verdade inimaginável, mas definitivamente inevitável" e afirma que "enquanto nós (os governos ocidentais) estávamos procurando armas nucleares fantasmas na Mesopotâmia, o vizinho Irã estava ocupado fabricando armas de verdade". O artigo do Times chega a comparar uma possível aquisição de armas nucleares pelo Irã com momentos históricos como a Revolução Bolchevique na Rússia e a ascensão de Hitler na Alemanha. O jornalista do Times conclui que "a preparação para a guerra, uma disposição pessoal de todas as nossas partes para suportar o terrível fardo que ela certamente vai impor, pode ser a nossa última chance real de garantir que podemos evitar uma guerra". 'Terremoto' A vitória tão avassaladora quanto inesperada do movimento islâmico extremista Hamas nas eleições palestinas desta semana alimenta editoriais em vários países. Na Argentina, o La Nación afirma que "o resultado muda o mapa político do Oriente Médio como um terremoto" e que uma "nova era glacial" paira sobre as relações entre palestinos e israelenses. O jornalista argentino conclui que a vitória esmagadora do Hamas "afundou toda a região na incerteza política", já que Israel já anunciara que não está disposto a reconhecer um governo com participação do Hamas, e o próprio movimento não parece querer aceitar as exigências da comunidade internacional. Para o espanhol El País, com o resultado das eleições palestinas, "Bruxelas (uma das sedes da União Européia) tem agora uma batata quente nas mãos", lembrando que o representante de Política Externa da UE, Javier Solana, afirmou há algumas semanas que "se o Hamas fosse participar do governo, as ajudas financeiras seriam revisadas". No entanto, segundo o próprio diário espanhol, dirigentes do Hamas mais recentemente afirmaram já ter recebido ligações de países importantes da UE prometendo que os fundos não serão cortados. Israel O americano The New York Times analisa as possíveis repercussões da vitória do Hamas sobre a política israelense, indicando que "Israel provavelmente vai buscar ações unilaterais, delimitando as suas próprias fronteiras e se separando dos palestinos". De acordo com os especialistas entrevistados pelo jornal nova-iorquino, Israel estaria "mais livre para estabelecer o seu próprio futuro", já que negociações com um partido que tem entre os seus princípios a destruição do Estado israelense estão descartadas. Já um editorial do Washington Post desta sexta-feira afirma que a vitória do Hamas não significa que "a maioria dos palestinos apóie o programa terrorista", mas sim, porque "precisamente como disse Bush, os eleitores estão insatisfeitos com o status quo". O jornal americano diz ainda que a administração do presidente George W. Bush deveria se perguntar "por que não deu passos mais largos, em um período mais amplo para mudar o status quo palestino. Uma ação no Iraque não iria resolver a questão." 'B' de baixa Na Grã-Bretanha, o diário financeiro Financial Times traz uma nota sobre a falta de interesse que vem sendo demonstrada pelo Brasil no Fórum de Davos. O país e toda a América Latina estariam "na sombra da China e da Índia". Nas palavras de um empresário brasileiro entrevistado pelo FT, "Existe essa idéia dos BRICs, mas eles são soletrados com um B bem pequeno e um C bem grande. É um BRIC desequilibrado". Já no campo esportivo, o Brasil continua em alta. O jornal britânico The Independent traz uma entrevista em que o técnico brasileiro Luiz Felipe Scolari afirma que "estaria interessado" em treinar a seleção inglesa depois da Copa. Na reportagem, que cita uma entrevista por telefone com Felipão, o técnico afirma que gostaria de permanecer na Europa depois do fim do seu contrato com Portugal. De acordo com outros jornais, Felipão seria o favorito de um forte lobby na associação britânica de futebol. Ainda sobre este assunto, o The Daily Telegraph afirma que a escolha do novo técnico do English Team vai ser anunciada "bem antes" da Copa da Alemanha, em junho. |
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