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Credibilidade da imprensa aumenta no Brasil, diz jornal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os jornais brasileiros ganharam a confiança da população misturando uma cobertura agressiva na área da política com a prestação de serviços a seus leitores – pelo menos é o que diz o diário americano The Christian Science Monitor nesta terça-feira. “Em uma época em que jornalistas e editores em vários países estão perdendo prestígio e respeito, os escribas do quarto poder no Brasil são mantidos em estima cada vez maior”, diz a reportagem. “Desde que a ditadura militar terminou em 1985, a imprensa tem sido uma fiscal consistente, e por vezes único, de políticos, da política e de outros poderosos interesses.” Citando a baixa circulação dos principais veículos de imprensa brasileiros, o diário de Boston observa porém que “a confiança do público na imprensa é pouco comum por vários motivos, como o fato de que poucos brasileiros de fato lêem jornais”. Em um depoimento pessoal, o autor da reportagem, Andrew Downie, diz que os jornalistas brasileiros são muito solidários com ele e “se viram em dois para ajudar”. Concessão à Argentina Na Argentina, o Ámbito Financiero diz que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está prestes a aceitar um acordo para “frear a invasão” da Argentina por produtos brasileiros. “Negociadores da Argentina e do Brasil estavam ontem a ponto de cerrar o acordo pelo qual o governo de Lula aceitará que se apliquem travas para as importações que causem danos concretos a setores da economia argentina”, diz a reportagem. “É uma concessão que leva mais de dois anos sendo discutida e que por uma decisão ‘política’ do presidente brasileiro agora será efetivada.” O jornal argentino prevê que o anúncio do acordo será feito nesta quarta-feira, quando os dois presidentes se encontram em Brasília. O Chile e a esquerda A eleição de Michelle Bachelet no Chile é alvo de avaliações positivas e muitas análises na imprensa internacional. O diário econômico francês Les Échos diz que as transformações sofridas pelo Chile nas últimas décadas ajudam a criar um “viés de esperança” na América Latina, substituindo a “fracassomania” que costuma vigorar na região. O espanhol ABC, por sua vez, diz que a eleição de Bachelet mostra que “segue sendo possível uma outra Iberoamérica, distinta da que encarnam Fidel Castro, Hugo Chávez ou Evo Morales”. O francês Libération, porém, considera que, “como Chávez na Venezuela ou Morales na Bolívia, Michelle Bachelet encarna uma outra forma de fazer política” típica da “nova onda da esquerda” na região. Outro diário francês, o La Tribune, segue linha parecida, dizendo que, após a vitória de Morales, a eleição de Bachelet confirma a “virada à esquerda” da América Latina. Já o especialista em América Latina Andrés Oppenheimer escreve no argentino La Nación que a existência de um “bloco esquerdista regional” não passa de uma “falácia”. “Não há um tsunami esquerdista, mas sim uma série de ondas que vão em todas as direções e às vezes se chocam entre si”, diz o colunista. |
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