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Lula quer ser colchão entre esquerda latina e EUA, diz 'El País' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer "servir de colchão" entre os "países rebeldes sul-americanos e caribenhos e os Estados Unidos", publica em sua edição desta sexta-feira o jornal espanhol El País. O diário diz que o presidente brasileiro, "que se encontra dentro do país por causa dos escândalos políticos de corrupção", quer manter um "equilíbrio" entre as relações com os Estados Unidos e os governos de Cuba, Venezuela e Bolívia – triângulo autodenominado "eixo do bem" e que faz "campanha aberta antiimperialista". "A idéia de Lula, já desde o princípio do seu mandato, foi tentar ser um mediador crível entre a Casa Branca e os países rebeldes sul-americanos e caribenhos", escreve o correspondente do El País no Brasil. O jornal britânico Financial Times comenta, em editorial, que "os líderes da América Latina devem evitar a tentação do populismo" neste ano, quando nove países da região realizam eleições presidenciais. Embora haja "grande liquidez de recursos financeiros no mercado internacional" e a "forte demanda por produtos básicos na China e outros países asiáticos", fatores que beneficiam muitas economias latino-americanas, o Financial Times faz um alerta. "Mesmo assim, a América Latina tem o perigo de perder – mais uma vez – a oportunidade de usar tais circunstâncias favoráveis para modernizar sua economia, reconstruir sua infra-estrutura e desenvolver plenamente seus recursos naturais e capital humano", diz o editorial. O jornal aponta algumas falhas: "No Brasil, tão pouco tem sido investido em infra-estrutura que muitas estradas, pontes e portos estão ficando ainda pior". Mas o diário britânico destaca que "não há soluções fáceis e os líderes latino-americanos nem devem pretender que haja". Sharon O médico argentino que operou o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, disse ao jornal La Nacion, de Buenos Aires, que "não perdeu as esperanças" de que o premiê se recupere. "Acreditamos que existem possibilidades de que Ariel Sharon supere a difícil situação em que se encontra. Não temos nenhum indício concreto que nos faça pensar que não poderá fazê-lo", afirmou o neurocirurgião José Cohen. Nos Estados Unidos, o Washington Post publica um editorial intitulado "A perda de Israel" e diz: "A incapacitação do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, reduz muito a possibilidade de que seu país tome passos significativos em direção a um acordo com os palestinos durante o mandato restante do presidente Bush". O jornal The Independent, da Grã-Bretanha, publica na sua edição desta sexta-feira um caderno extra escrito por Robert Fisk, autor do livro The Great War For Civilisation: The Conquest of the Middle East. Fisk escreve: "O primeiro-ministro de Israel foi um comandante militar impiedoso responsável por um dos crimes de guerra mais chocantes do século 20". "O presidente George Bush alega que Ariel Sharon era 'um homem da paz', mas o sangue derramado em Sabra e Chatila permanece uma mancha na consciência da nação sionista. Enquanto Sharon está deitado em uma cama de hospital, com sua carreira política terminada, como a história irá julgá-lo?". Para o americano The New York Times, Sharon "terá um lugar na história se o partido centrista fundado por ele (Kadima), de alguma forma, conseguir tornar sua visão de separação (entre palestinos e israelenses) em um paz justa e duradoura". |
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