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Brasil faz 'mea culpa' sobre crise no Mercosul, diz 'La Nación' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal argentino La Nación diz nesta quinta-feira que o Brasil fez um “mea culpa” pela crise que atinge o Mercosul. “Encurralado pelas reivindicações comerciais da Argentina (...) e pelas ameaças do Uruguai de iniciar negociações com os Estados Unidos, o governo brasileiro se viu forçado a admitir ontem que existe um ‘alerta de inconformidade’ no bloco”, diz o jornal. O diário portenho se refere a declarações sobre o assunto feitas na quarta-feira pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Outro jornal argentino, o Página 12, diz que o Uruguai “sacudiu os sócios maiores” do Mercosul ao anunciar que pode abrir negociações bilaterais com os Estados Unidos. O diário diz que, nos últimos anos, Brasil e Argentina se preocuparam com “brigas e declarações de amor” entre si e “fizeram muito pouco para incorporar as reivindicações” do Uruguai e do Paraguai, para os quais “uma forma de chamar atenção” é se voltar aos americanos. No próprio Uruguai, o El País destaca a ameaça excluir o país do Mercosul caso negocie diretamente com os Estados Unidos, mas diz em editorial que Brasil e Argentina “carecem de autoridade política” para cobrar tanto, pois ambos já finalizaram acordos bilaterais independentemente do bloco. No gás O americano The New York Times diz que o Brasil está “inundado de energia (com exceção de gás natural)”, no título de uma reportagem publicada no caderno de economia desta quinta-feira. “Nestes tempos de preços do petróleo excruciantes, o Brasil está em uma posição que muitos países invejariam”, diz o jornal. A reportagem trata do aumento da produção de petróleo e o uso de combustíveis alternativos como o etanol e diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem “alardeado as conquistas do Brasil na área energética”. Mas em seguida afirma que a visão otimista é obscurecida “pela incapacidade (do Brasil) de suprir uma crescente demanda por gás natural”, cuja escassez está “atrasando o desenvolvimento” do país. Cafezinho recorde O The Globe and Mail, do Canadá, conta a história do café brasileiro que quebrou o recorde de preço em um leilão e que vai ser vendido por quase R$ 10 a xícara em Vancouver. O café, produzido artesanalmente pela Fazenda Santa Inês, em Minas Gerais, custou quase US$ 50 a libra para a rede de lanchonetes Caffè Artigiano. O recorde anterior, para um café brasileiro, era de US$ 13,65 a libra. “O preço pago no leilão foi 48 vezes maior do que o pago pelo café de exportação brasileiro”, calcula o jornal canadense. Isso porque o produto recebeu, em novembro, uma recorde de um júri internacional em novembro, derrotando outras 553 variedades em um concurso de degustação graças a seu sabor “sensual, suculento e elegante” que lembra “pêssegos rechonchudos, tangerina e abacaxi”, relata o The Globe and Mail. Desmalhando Judas Na Grã-Bretanha, o The Times diz que o Vaticano está planejando reabilitar a imagem de Judas, o discípulo que, de acordo com a Bíblia, traiu Jesus Cristo com um beijo. De acordo com o jornal, a iniciativa se baseia no pressuposto de que Judas “não era deliberadamente mau, mas estava apenas cumprindo seu papel nos desígnios de Deus”. O diário londrino diz que já muito tempo “saiu da moda demonizar Judas” nos meios acadêmicos e que a medida poderia ajudar a “melhorar as relações entre cristãos e judeus, que o papa Bento 16 definiu como uma prioridade em seu pontificado”. Em editorial, o jornal especula que outras iniciativas do gênero podem ser levadas em frente. “A incomum história da família de Caim pode ser citada em sua defesa. E a discriminação enfrentada por Golias como um sujeito que atraía atenção indesejada por sua altura excepcional também deve ser levada em consideração”, diz o The Times. |
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