|
'La Nación': Com gesto político, Lula aplaca crise no Mercosul | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal argentino La Nación diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu na quarta-feira, com um “gesto político”, aplacar “uma das piores, e já crônicas, crises do Mercosul”. A reportagem destaca que, desta vez, em Brasília, o presidente argentino, Néstor Kirchner, mostrou-se muito mais amigável com Lula, “derramando tantos elogios que até despertou olhares de surpresa nas dezenas de jornalistas” que acompanharam o seu discurso. “A explicação para a virada de Kirchner tem um nome técnico: Cláusula de Adaptação Competitiva”, diz o jornal. O La Nación afirma que a aceitação, por parte de Lula, de uma fórmula para proteger, em algumas situações, as indústrias argentinas da concorrência de produtos brasileiros foi um “êxito político considerável” de Kirchner, e os elogios refletem “tudo o que lhe custou para arrancar do Brasil esta concessão”. Nada no papel Outro jornal argentino, o Página 12, observa, porém, que, na prática, as concessões e resoluções de diferenças entre os membros do Mercosul continuam sendo mais idéias e promessas do que medidas efetivas. “Ainda que tenham sobrado declarações e gestos de boa vontade (em Brasília), os governos tiveram que postergar mais uma vez a assinatura de acordos importantes”, diz o diário portenho. No Uruguai, o El Observador considera que, na reunião de quarta-feira, “Kirchner e Lula reforçaram sua aliança e acolheram as crescentes críticas do Uruguai e do Paraguai”. E o analista Andres Oppenheimer, do jornal americano The Miami Herald, afirma que o fato de o Uruguai estar analisando um acordo bilateral de comércio com os Estados Unidos “sacudiu o Mercosul”. Segundo ele, se o governo uruguaio levar em frente a idéia, “criará um racha entre os governos esquerdistas da América Latina”. Populismo O Clarín, de Buenos Aires, destaca o que vê como uma mudança de postura do governo dos Estados Unidos, que agora estaria dizendo que “o populismo não é necessariamente ruim” nos países latino-americanos. O jornal chega a esta conclusão com base em declarações feitas na quarta-feira em Washington pelo subscretário para Assuntos Hemisféricos do Departamento de Estado americano, Tom Shannon, que disse que o fenômeno do populismo “é produto de uma democratização bem-sucedida na América Latina”. “Em Washington, onde os latino-americanistas republicanos tendem a idelogizar tudo o que ocorre na reigão, Shannon decidiu que a única bússola válida é a realidade”, diz o Clarín, lembrando que, pouco tempo atrás, a secretária de Estado Condoleezza Rice advertia para a “ameaça populista”. “Agora, segundo Shannon, o que o populismo mostra é a incorporação de novos setores da população à política”, afirma a reportagem, segundo a qual o subsecretário apresenta uma visão “muitíssimo mais positiva” a respeito, por exemplo, da vitória de Evo Morales na Bolívia. Chávez e o cavalo E o Ámbito Financiero, também da Argentina, destaca uma das últimas medidas de um dos políticos acusados de populismo na região – o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. “Acostumado a ver sombras e inimigos de todos os lados, e convencido de que fará história através de gestos supérfluos e permanentes refundações, Chávez arremeteu agora contra o escudo de armas da Venezuela”, diz a reportagem. O jornal afirma que Chávez decidiu que este símbolo venezuelano será ilustrado com um “cavalo indômito galopando rumo à esquerda”. O atual escudo já conta com um cavalo, mas ele está virado para a direita, o que, de acordo com o jornal, Chávez considera ser uma prova de que ele é “imperial” e “olha para o passado”. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Rivalidade de Brasil e Argentina acabou até no futebol, diz Lula18 janeiro, 2006 | BBC Report Kirchner pede fim de 'competição' no Mercosul18 janeiro, 2006 | BBC Report Desnível jurídico no Mercosul é problema do Brasil, diz Jobim19 janeiro, 2006 | BBC Report 'The Guardian': Brasil quer financiar 'revolução energética' com exportações18 janeiro, 2006 | BBC Report 'Clarín': Kirchner se prepara para encontro de 'alta voltagem' com Lula16 janeiro, 2006 | BBC Report Brasil 'cede' e vai abrir mercado para a Argentina, diz 'Clarín'13 janeiro, 2006 | BBC Report Brasil faz 'mea culpa' sobre crise no Mercosul, diz 'La Nación'12 janeiro, 2006 | BBC Report 'Clarín': Argentinos vivem 'pesadelo' de violência Brasil11 janeiro, 2006 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||