70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 10 de fevereiro, 2006 - 11h26 GMT (09h26 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Aftosa vai custar mais de US$ 250 mi à Argentina, diz 'La Nación'
Jornais
O jornal argentino La Nación publica nesta sexta-feira uma reportagem em que estima os prejuízos causados pelo surto de febre aftosa no país em mais de US$ 250 milhões em exportações.

O cálculo do diário foi feito a partir da suspensão da compra de carne argentina por seis países, entre eles o Brasil.

"No ano passado, eles compraram cerca de 110 mil toneladas, em um montante de mais de US$ 250 milhões."

Só o Chile, o maior parceiro da Argentina no mercado de carnes, teria comprado, segundo o La Nación, mais de 58 mil toneladas, avaliadas em US$ 144,5 milhões.

O jornal lembra que os prejuízos podem ser ainda piores a partir da semana que vem, quando a União Européia vai decidir se também suspende as importações de carne argentina.

O surto de febre aftosa concentrado em San Luis del Palmar, no norte da província de Corrientes, que teria um rebanho de cerca de 4 mil cabeças.

Uma fonte entrevistada pelo diário afirma que o governo argentino está concentrando os seus esforços diplomáticos em conseguir que a suspensão seja apenas da carne proveniente de Corrientes.

Investimentos no Brasil

Na Grã-Bretanha, o jornal financeiro Financial Times destaca o plano de reforma fiscal do governo brasileiro em uma reportagem de alto de página.

Sob o título "Brasil abre o caminho para novos investimentos", o FT analisa as medidas que são esperadas para cortar impostos de investimentos internacionais em títulos de dívida pública locais e outros papéis.

De acordo com o jornal, "a expectativa é que as medidas reforcem o fluxo de capital estrangeiro que já vem sendo despejado no Brasil".

O FT comenta, entretanto, que os planos foram recebidos com cautela pelos exportadores brasileiros, que temem uma valorização ainda maior do real frente ao dólar, o que prejudicaria as exportações do país.

"Isso causaria ainda mais furor entre os exportadores, cuja competitividade vem sendo continuamente erodida nos últimos anos", diz a reportagem.

No entanto, o jornal destaca a importância de incentivar investimentos estrangeiros, que contribuiriam para uma redução nas taxas de juros do país "que poderiam, simultaneamente, reduzir e compensar qualquer impacto no câmbio".

Álcool

O National Post, do Canadá, analisa a relação entre a alta recorde nos preços do açúcar e o sucesso do Pró-Álcool no Brasil.

De acordo com o diário, o produto teria atingido os preços mais altos em 25 anos no mercado internacional graças à crescente demanda por álcool nas estradas brasileiras.

"A relação entre a demanda por energia no Brasil e os preços internacionais do açúcar mostram o quão interconectados os mercados se tornaram", diz o diário.

A reportagem afirma ainda que o Brasil produz 20% do açúcar mundial e que metade disso é usado na fabricação de álcool combustível.

"O Brasil tem peso para balançar o mercado", afirma um entrevistado do National Post.

Os preços do açúcar fecharam o mercado na quinta-feira mais de 40% acima dos registrados há um ano.

'Inteligência falha'

No Washington Post, dos Estados Unidos, um ex-funcionário dos serviços de inteligência americanos no Oriente Médio e no sul da Ásia afirma que o governo de George W. Bush "escolheu a dedo" as informações que interessavam "para justificar uma decisão que já tinha sido tomada de ir à guerra".

Em um artigo que vai ser publicado na revista especializada Foreign Affairs, Paul R. Pillar, que trabalhou para a inteligência de 2000 até o ano passado, admitiria que houve falhas na conclusão dos serviços de inteligência de que o governo de Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa.

"As informações eram falhas, mas mesmo com essas falhas, não foram elas que levaram à guerra", escreve Pillar segundo o Post.

"Ficou claro que a inteligência oficial não foi usada na tomada das decisões mais importantes para a segurança nacional, que a inteligência foi mal utilizada deliberadamente para justificar decisões que já tinham sido tomadas."

A reportagem do jornal americano diz ainda que Pillar era uma figura importante nos bastidores da CIA (a agência de inteligência americana) e era considerado o "principal analista de contra-terrorismo".

O jornal diz ainda que a Casa Branca se recusou a responder às acusações.

Mutantes em alta

O britânico The Guardian se desfaz em elogios ao grupo brasileiro dos anos 60 Os Mutantes na crítica de uma coletânea sobre a Tropicália que está sendo lançada na Grã-Bretanha, como parte de uma série de shows, palestras e exposições em Londres para marcar os trinta anos do movimento.

"Mais do que qualquer outra coisa, a meia dúzia de canções dos Mutantes dão uma indicação provocante do que era a "swinging São Paulo na época em que Londres e San Francisco viviam o Verão do Amor", diz o crítico.

A reportagem descreve o grupo como "selvagemente original" e diz que a coletânea faz "você querer sair na hora para comprar tudo que esse grupo maravilhoso já gravou".

A crítica explica as origens do tropicalismo aos britânicos como "de um lado, uma resposta à complacência da música comercial brasileira, do outro, à ameaça da repressão militar da ditadura".

Curiosamente, ao descrever a importância de Jorge Benjor, que teve sua canção "Take It Easy, My Brother Charles" incluída na coletânea, a reportagem diz que ele compôs "vários clássicos da bossa nova".

Roteiro de Lula
Saiba mais sobre os países da África que o presidente vai visitar.
Brasil e Benin
Livro conta a epopéia do brasileiro que uniu os dois países.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Emergentes se calam sobre Irã, diz 'El País'
03 fevereiro, 2006 | BBC Report
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade