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Petrobras 'sai à caça' de refinarias nos EUA, diz jornal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diário canadense National Post afirma nesta terça-feira que a Petrobras continua interessada em comprar refinarias de petróleo americanas, depois de ter comprado 50% das ações de uma refinaria do Texas no começo deste mês. O jornal diz que o objetivo da empresa brasileira com as compras é "aumentar o retorno do petróleo que ela pensa em começar a exportar ainda este ano, depois que o Brasil ficar auto-suficiente na produção de petróleo". A fonte do National Post é João Figueira, diretor-executivo para Operações Internacionais nas Américas, África e Eurásia. "Em vez de apenas exportar petróleo, queremos exportar o processamento e refino também. Se você exportar apenas petróleo, você ganha menos dinheiro na cadeia de fornecimento completa", afirmou Figueira, segundo o jornal do Canadá. No dia 3 de fevereiro, a Petrobras concordou em pagar US$ 370 milhões por sua participação numa refinaria do Texas, a Pasadena Refining System Inc. A administração das instalações serão feitas em conjunto com a Astra Oil. Co., que continua com os outros 50% da refinaria. Lula na África Nos Estados Unidos, o Christian Science Monitor destaca a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à África, ressaltando os pedidos por uma "globalização mais amigável". De acordo com o diário, "há cada vez mais indícios de que Lula e líderes dos países em desenvolvimento estão obtendo sucesso (em mudar o curso da globalização)". Segundo a reportagem, países como os Estados Unidos estão sendo obrigados a "mudar de marcha" para dar ouvidos aos mais pobres nas negociações comerciais. Nesse contexto, segundo o diário, a viagem de Lula visa a acelerar as mudanças nas relações entre os países ricos e os pobres. "A viagem por quatro países da África levou à presença (de Lula) em um congresso de 'governos progressivos' na África do Sul", diz o jornal, que classifica Lula como "talvez o principal defensor dos países em desenvolvimento nas negociações comerciais". De acordo com o jornal, parte do poder de barganha de Lula vem do fato de os Estados Unidos e a Europa saberem que o brasileiro, ao lado do sul-africano Thabo Mbeki são "pragmáticos e relativamente moderados". "As grandes potências sabem que sem cooperação de Lula e Mbeki, lidar com Chávez (Hugo, presidente da Venezuela) pode ser difícil", completa. Guantánamo No também americano Los Angeles Times, um editorial defende nesta terça-feira o fechamento do campo de prisioneiros americano em Guantánamo, Cuba. Baseado em uma reportagem sobre uma investigação de 18 meses da Organização das Nações Unidas sobre o campo, o jornal afirma que "é hora de fechar a prisão militar americana". "Está ficando evidente que a maioria dos homens presos em Guantánamo não foram, de fato, capturados em batalha." O editorial vai ainda mais longe, classificando os métodos de interrogação de Guantânamo de "caça às bruxas". "Presunção de culpa e implicações por associação abundam, enquanto as regras da Justiça ganham pouca atenção." O Los Angeles Times conclui com a opinião: "Estes não são os valores americanos pelos quais os nossos soldados estão lutando". Dich Cheney No New York Times, um editorial critica duramente a atitude do governo de George W. Bush no recente caso em que o vice-presidente americano, Dick Cheney, atirou em um advogado que participava de uma caçada com ele. O respeitado diário americano aponta incongruências na história, lembrando que passaram-se 24 horas antes de a Casa Branca informar o país do episódio, e que o caso só veio à tona, porque a mulher do advogado decidiu conversar com um repórter. Nas palavras do editorial do NY Times, "o vice-presidente parece ter se comportado como um adolescente que pensa que se não falar sobre o acidente, ninguém vai perceber que está faltando uma porta no carro dos pais". De acordo com o jornal, o governo Bush provou que as suas "técnicas de comunicação estão tão enferrujadas que não consegue nem contar direito um caso desimportante de polícia". O diário conclui que, ao tentar encobrir o caso, a Casa Branca provou "mais uma vez que prefere parecer incompetente do que aberta". |
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