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Atualizado às: 11 de janeiro, 2006 - 22h54 GMT (20h54 Brasília)
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Bush defende necessidade de ficar no Iraque

Bush em discurso no Kentucky
Bush falou de improviso, ao contrário de discursos anteriores
O presidente americano, George W. Bush, voltou a defender num discurso nesta quarta-feira a guerra no Iraque, destacando os progressos obtidos até agora e reafirmando a posição do governo de não deixar o país até que guerra seja completamente vencida.

Desta vez, ao contrário de discursos anteriores, lidos diante de audiências militares, Bush falou de improviso num centro de convenções de Louisville, no Estado de Kentucky, e respondeu a perguntas da platéia.

O presidente usou a relação atual dos Estados Unidos com o Japão para lembrar que os dois países eram inimigos na Segunda Guerra Mundial e hoje são amigos. "Democracia é o melhor remédio para a paz", afirmou.

Foi o segundo discurso de Bush sobre a guerra no Iraque em dois dias e o terceiro neste ano. Em dezembro, o presidente fez cinco discursos e deu uma entrevista coletiva sobre o assunto.

Pesquisas

A ofensiva de comunicações de dezembro deu resultado. De acordo com a pesquisa Washington Post/ABC News, o índice de aprovação à maneira com o presidente está lidando com a guerra aumentou de 36% em novembro para 46% em dezembro.

Mas uma outra pesquisa, da Associated Press-Ipsos, divulgada nesta semana, mostra que esse otimismo já pode ter sido revertido.

Caiu de 42% para 40% a parcela dos que aprovam o governo Bush e de 41% para 39% os que concordam com a maneira como ele está administrando a guerra no Iraque.

Nos últimos discursos, o presidente tentou enfatizar os avanços obtidos até agora, como a realização das eleições para o governo transitório, a aprovação da Constituição e as eleições nacionais do mês passado. "Tudo isso foi obtido em apenas 12 meses", disse Bush.

O presidente agora tenta convencer a população de que sabe que o futuro é difícil, mas a permanência das tropas é necessária para garantir a estabilidade do Oriente Médio e com isso evitar novos ataques aos Estados Unidos.

Apesar de o governo já ter dito oficialmente que Saddam Hussein não estava ligado aos atentados de 11 de setembro de 2001, Bush freqüentemente cita os ataques quando fala da guerra. "Fomos atacados em casa em 2001”, disse novamente Bush nesta quarta-feira.

O presidente também já começa a preparar o tom do debate, em ano de eleições no Congresso. No fim do ano passado, vários congressistas democratas defenderam que o governo dê uma data para iniciar a saída das tropas do Iraque.

Na terça-feira, Bush disse que os americanos devem esperar mais violência no Iraque nas próximas semanas à medida em que os partidos lutam pelo poder na composição do novo governo. “Devemos ver isso como a liberdade em ação”, afirmou.

Até agora, 2.209 americanos já morreram no Iraque, de acordo com o Pentágono. O grupo independente Iraq Body Count estima entre 27,8 mil e 31,3 mil os civis iraquianos mortos desde a invasão, em março de 2003.

Nesta quarta-feira, Bush disse que entende quem diz que ele não deveria ter invadido o Iraque. Mas disse que espera a realização de "um debate honesto" sobre a presença americana no país, principalmente porque é ano de eleições no Congresso. Ele disse que é importante que o tom do debate seja respeitoso e que se tenha cuidado com o tipo de mensagem que o país está mandando para não afetar o moral das tropas.

Neste início de ano, o debate político tem sido dominado pela sabatina do juiz Samuel Alito, indicado pelo presidente para a Suprema Corte. Mas a questão do Iraque deve voltar a ocupar um espaço grande na agenda política a partir da votação da indicação, na semana que vem.

A pesquisa Associated Press-Ipsos mostra que, se a eleição fosse hoje, 49% dos entrevistados gostariam de ver os democratas controlando o Congresso. Uma parcela bem menor, de 36%, quer que o controle republicano seja mantido.

A pesquisa de dezembro mostra que o presidente recuperou a confiança de uma parte de seus próprios partidários, desanimados não apenas com as dificuldades do Iraque, mas também com o descontrole fiscal do governo e com os escândalos de corrupção envolvendo políticos do partido no ano passado.

Entre os republicanos, a taxa de aprovação do governo aumentou nove pontos no fim de dezembro, para 87%.

Nesta quarta-feira, Bush voltou a defender mudanças na lei de imigração, ao responder à pergunta de um imigrante mexicano. Bush disse que é preciso aumentar a segurança na fronteira dos Estados Unidos com o México, mas ao mesmo tempo defende a criação de um visto temporário para trabalhadores estrangeiros.

O projeto enfrenta grande resistência no Congresso, entre os dois partidos. a pesquisa Washington Post/ABC News de dezembro mostra que apenas 33% dos americanos estão satisfeitos com a política do governo para imigração.

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