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Atualizado às: 10 de janeiro, 2006 - 21h57 GMT (19h57 Brasília)
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Crise nuclear iraniana cresce, mas Bush tem mãos amarradas

População organizou manifestações a favor da reabertura das instalações de Natanz em novembro
População organizou manifestações a favor da reabertura das instalações de Natanz em novembro
O Irã reabriu nesta terça-feira seu complexo de enriquecimento de urânio, retomando as atividades nucleares suspensas há 14 meses.

A iniciativa acirrou o confronto com os EUA e países europeus, reforçando os temores sobre as ambições nucleares do regime xiita e as suspeitas sobre planos de fabricação de bombas. As condenações foram imediatas e enérgicas. E daí?

De todas as partes existem manifestações de advertência e de preocupação, até da Rússia e da China.

Mesmo o tom do diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, Mohamed El-Baradei, é mais vigoroso, como ficou patente em entrevista que ele concedeu à BBC na segunda-feira, enfatizando que os iranianos estão passando dos limites.

Mas a retórica é a parte mais cômoda quando do lado do Irã existem ações (e provocações) concretas.

Moscou e Pequim estão relutantes para aceitar respostas mais efetivas como os planos estimulados especialmente pelo governo Bush de sanções diplomáticas e econômicas contra o regime de Teerã no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Desafio

O crescente desafio iraniano mostra que o regime xiita tem margem para manobrar.

Para o governo Bush é uma situação diferente. Com as mãos amarradas no Iraque e diante das dúvidas sobre a eficácia de ataques cirúrgicos contra instalações nucleares iranianas, Washington deu procuração para Grã-Bretanha, França e Alemanha negociarem com os iranianos.

As conversações, suspensas desde agosto, se arrastam há três anos e nos momentos mais dramáticos, Teerã faz alguma concessão e assim espicha a novela diplomática.

O mesmo cenário exasperante existe na crise nuclear norte-coreana, com a diferença que neste caso há uma participação direta dos EUA em negociações que envolvem ainda a Coréia do Sul, China, Japão e Rússia.

Na crise nuclear iraniana, o desafio é cada vez mais virulento, sem nenhum esforço para dissipar as tensões.

Basta ver que na segunda-feira, o próprio líder espiritual da revolução xiita, o aiatolá Ali Khamenei, veio a público para se manifestar nestas coisas materiais e insistir que o Irã irá manter seu programa nuclear apesar das pressões internacionais.

Linha-dura

A linha-dura realmente dá o tom em Teerã, com o presidente Mahmoud Ahmadinejad incapaz de resistir a uma oportunidade para irritar os países ocidentais, seja com suas declarações sobre a questão nuclear, seja nos disparates como sugerir que Israel deva ser riscado do mapa ou que o Holocausto é um mito.

É muita lenha na fogueira e, no entanto, apesar de sua reputação igualmente incendiária, George W. Bush toca a crise com fogo brando.

Em meio a delírios retóricos e provocações, parece haver também um risco deliberado assumido por Teerã. De acordo com o jornal New York Times, o Irã quer testar seus direitos legais de conduzir certas atividades nucleares sob o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, de 1968.

Americanos e, em escala crescente, europeus acreditam que o programa nuclear iraniano já esteja em um estágio mais avançado do que o projeto de Saddam Hussein no seu auge. Ironicamente, por muito menos o Iraque foi atacado.

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