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Discurso de Bush tenta reanimar americanos sobre o Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As mudanças são visíveis. Durante o discurso desta quarta-feira do presidente George W. Bush na academia naval em Annapolis, o palco estava adornado com painéis com a inscrição "plano para a vitória". Distante está o triunfalismo do chamado discurso "missão cumprida" de maio de 2003. O pronunciamento desta quarta foi o primeiro de uma série de quatro até as eleições iraquianas do próximo dia 15. A munição retórica integra os esforços da Casa Branca para persuadir os americanos de que as nascentes forças de segurança do país pós-Saddam Hussein estão mais habilitadas nas batalhas contra os rebeldes, embora no discurso o presidente tenha reconhecido que ainda haja muito chão pela frente no treinamento. A idéia é reverter o crescente ceticismo, para não dizer oposição, da opinião pública americana e do próprio Congresso sobre a validade e os custos da missão iraquiana, enquanto o terreno é aplainado para a redução das tropas dos EUA a partir do próximo ano. De novo, o presidente pediu "tempo e paciência", artigos cada vez mais preciosos em um país inquieto. Estratégia para a retirada Na retórica do governo Bush é proibido falar formalmente em estratégia para a retirada do Iraque e muito menos fixar prazos para sua consumação. Em alguns momentos mais agressivos, Bush e seus assessores denunciam que tais recomendações, quando feitas nos EUA, são desonestas e antipatrióticas. O slogan do momento é “estratégia para a vitória”, detalhado em um novo documento que recicla os argumentos de que os soldados e policiais iraquianos estão cada vez mais treinados para dar conta do recado, existem progressos na construção de um Iraque democrático e que a invasão de 2003 foi vital para trazer mais segurança para o Oriente Médio e para os EUA. A missão de Bush é de malabarismo. Ele deve se equilibrar sob intensas e múltiplas pressões. O presidente precisa manter suas próprias convicções e assegurar seu legado em torno de sua decisão histórica de invadir o Iraque, uma guerra definida como de escolha e não de necessidade. Do outro lado existem as pressões políticas internas para uma retirada, embora haja um entendimento mesmo entre muitos opositores que isto não pode resultar em uma desabalada carreira, que seria vista como uma derrota imperial. Consenso Dentro do próprio Pentágono existe preocupação sobre a duração e a magnitude do projeto iraquiano. E entre as facções iraquianas se forja um consenso de que uma presença indefinida das tropas americanas é contraproducente. É ideal, portanto, para Bush, misturar a mensagem repetida no discurso da quarta-feira sobre progressos das forças de segurança iraquiana com o compromisso americano de ficar no país enquanto for necessário. Mas este endosso nas forças iraquianas tem seus riscos. Como advertiu Toby Rodge, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, de Londres, em entrevista ao Wall Street Journal, o novo Exército do Iraque está criando os contornos de milícias sectárias alvejando sunitas em nome de partidos xiitas e curdos. O perigo é de uma guerra civil aberta. A preferência do governo Bush é por uma redução gradual das tropas nos próximos dois anos. O ideal é que antes das eleições para o Congresso em novembro do ano que vem estejam no Iraque cerca de 100 mil soldados (hoje são quase 160 mil). Tal gradualismo aliviaria as pressões políticas (e eleitorais), sem dar uma impressão de um estouro da boiada. No momento, este parece ser o "plano para a vitória". |
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