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Presidente do Iraque nega acusação de abusos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Iraque, Jalal Talabani, descreveu como "tolices" as acusações de que os abusos de direitos humanos no país são tão graves, agora, quanto na época em que o país era governado por Saddam Hussein. A acusação foi feita pelo ex-primeiro-ministro interino do Iraque, Ayad Allawi, em uma entrevista ao jornal britânico The Observer. Allawi afirmou que os iraquianos estão sendo torturados e mortos por uma polícia secreta em locais não identificados. "É uma comparação apropriada", disse ele ao jornal. "As pessoas estão lembrando os tempos de Saddam. Essas foram as razões para lutarmos contra ele e agora estamos presenciando as mesmas atitudes." Segundo ele, militantes operam em total impunidade dentro do Ministério do Interior e estão infiltrados na polícia e em outras instituições do país. Mas Talabani disse, em uma entrevista para a BBC, que a "tortura de prisioneiros não era aceita por seu governo" e que "não há comparação entre a atual situação de eleições livres e liberdade de expressão no Iraque e os campos de concentração e valas comuns que existiram durante a era de Saddam Hussein". Mesmo nível Allawi também afirmou ao jornal que a brutalidade dos membros das forças de segurança iraquianas compete com aquela exercida pela polícia secreta de Saddam. "Ouvimos relatos sobre uma polícia secreta, sobre lugares secretos onde as pessoas são interrogadas", afirmou ele. "Muitos iraquianos estão sendo torturados ou assassinados durante esses questionamentos. Há inclusive tribunais baseados na lei islâmica sharia que estão julgando indivíduos e os executando." Ele pediu uma ação urgente para colocar um fim ao que ele descreveu como "uma doença que está se espalhando pelo governo iraquiano". Allawi foi primeiro-ministro interino do Iraque, mas não conseguiu continuar no cargo ao perder as eleições em janeiro, que deram o posto ao atual premiê, Ibrahim Al-Jaafari. Desde então, ele formou uma coalizão para contestar as eleições parlamentares que devem acontecer em dezembro deste ano. Neste mês, mais de 150 prisioneiros foram encontrados em um prédio do Ministério do Interior na capital iraquiana, Bagdá. Alguns deles pareciam desnutridos ou teriam, aparentemente, sido submetidos a tortura. Seqüestro O Ministério das Relações Exteriores do Canadá informou, neste domingo, que quatro estrangeiros foram seqüestrados no Iraque. Dois reféns são cidadãos canadenses. Eles foram seqüestrados na capital Bagdá. Eles estavam trabalhando no Iraque como ativistas humanitários. |
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