|
Forças do Iraque serão investigadas por maus-tratos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim Al-Jaafari, determinou nesta terça-feira a abertura de um inquérito sobre possíveis maus-tratos a que teriam sido submetidos mais de 150 prisioneiros detidos pelas forças de segurança do Iraque. Jaafari afirmou que os prisioneiros foram encontrados em um prédio do Ministério do Interior na capital iraquiana, Bagdá. Alguns deles pareciam desnutridos ou teriam, aparentemente, sido submetidos a tortura. Os presos, que seriam em sua maioria muçulmanos sunitas, foram descobertos no domingo, quando tropas americanas assumiram o controle sobre o prédio, depois que as autoridades receberam pedidos para ajudar a localizar um adolescente desaparecido. O premiê iraquiano disse que vários ministros do governo do país vão conduzir o inquérito nas próximas duas semanas. Sunitas Ibrahim Al-Jaafari disse à agência de notícias Associated Press que os detidos foram levados para um lugar melhor e que "será providenciado tratamento médico para eles". "Pelo que sabemos, infelizmente, todos os detidos eram sunitas", disse Mohsen Abdul-Hamid, chefe do Partido Islâmico Iraquiano, formado por sunitas, à Associated Press. "Buscando terroristas, eles costumavam deter centenas de pessoas inocentes e torturá-las brutalmente", acrescentou. A Anistia Internacional aprovou o pedido de inquérito feito pelo primeiro-ministro iraquiano, mas pediu também para que Al-Jaafari estenda a investigação para analisar todas as alegações de tortura e não esconda os resultados das investigações. ONU A Missão da ONU no Iraque (Unami, na sigla em inglês) disse também nesta terça-feira que está preocupada com as prisões em massa feitas pelas forças lideradas pelos Estados Unidos no país "sem a adequada vigilância judicial". Em um relatório, a missão pediu ação imediata, afirmando que o número destes detidos está aumentando. O relatório afirma que informações do mês passado do Ministério dos Direitos Humanos iraquiano mostraram que 1.559 dos 23.394 detidos foram presos por tropas da coalizão liderada pelas forças dos Estados Unidos no país. Os militares americanos afirmam que os detidos iraquianos terão seus casos revistos imediatamente. Segundo os americanos, todos as medidas necessárias estão sendo tomadas por meio da Justiça iraquiana ou por meio de uma comissão especial de prisioneiros iraquianos estabelecida pelos Estados Unidos em 2004 para acelerar a revisão de casos individuais. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Pentágono proíbe tortura de presos mantidos pelos EUA08 de novembro, 2005 | Notícias Bush diz que Estados Unidos não torturam07 de novembro, 2005 | Notícias Justiça ordena liberação de fotos de abusos no Iraque29 de setembro, 2005 | Notícias EUA tentam evitar liberação de novas fotos de Abu Ghraib14 de agosto, 2005 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||