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Atualizado às: 29 de novembro, 2005 - 22h02 GMT (20h02 Brasília)
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Iraque permanece um lugar perigoso para estrangeiros
Abu Musab al-Zarqawi
Grupo de Abu Musab al-Zarqawi é conisderado o mais perigoso
O seqüestro de um britânico, dois canadenses e um americano no sábado em Bagdá é um lembrete de que o Iraque permanece um lugar perigoso para estrangeiros. Apesar da queda no número de seqüestros nos últimos meses, o problema não desapareceu.

Um total de 238 estrangeiros foram seqüestrados no país entre maio de 2003 e 20 de novembro deste ano, segundo uma compilação do Brookings Institution. Cerca de um em cada cinco seqüestrados acabaram mortos.

Algumas estimativas indicam que até 5 mil iraquianos foram seqüestrados em um período mais curto, de 17 meses.

O período com mais seqüestros de estrangeiros foi de abril a setembro de 2004, com um total de 135 reféns. Mas foi pouco após esse período que dois dos casos de maior repercussão ocorreram – os dos britânicos Ken Bigley e Margaret Hassan.

Crime comum

Em muitos dos casos de seqüestros, acredita-se que foram grupos criminosos comuns que inicialmente tomaram os estrangeiros como reféns.

Em alguns dos casos, os próprios responsáveis pelo seqüestro pediam resgate, mas em outras vezes eles vendiam os reféns para grupos militantes com objetivos políticos.

Alguns grupos mantêm os reféns como moeda de barganha – acredita-se que grupos xiitas como o de Moqtada Sadr tomaram reféns para garantir a libertação de alguns dos líderes de sua organização mantidos presos pelas forças da coalizão.

O grupo mais perigoso é o de Abu Musab al-Zarqawi, que seqüestra com a intenção de espalhar o medo. Zarqawi começou o estilo de divulgar vídeos, incluindo alguns mostrando as execuções que havia feito.

Imagem de vídeo que mostra estrangeiros seqüestrados no Iraque
Casos mostram que nenhuma nacionalidade está imune
Desde o meio do ano, houve uma queda no número de pessoas seqüestradas.

Ainda não se sabe o quanto isso está relacionado a uma mudança de tática pelos insurgentes e quanto isso se deve ao fato de muitas organizações estrangeiras terem retirado seu pessoal do Iraque ou aumentado a segurança dos que ficaram.

Há especulações sobre uma carta do número dois da Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, a um dos aliados de Zarqawi e que teria levado a uma mudança de tática.

Na carta, cuja autenticidade é objeto de debate, Zawahiri parece advertir o grupo de Zarqawi de que sua tática violenta de assassinatos estaria alienando os muçulmanos moderados e se mostrando contra-produtiva.

Porém não há sinais de que Zarqawi tomou conhecimento da advertência, como verificado por seus ataques a hotéis na Jordânia no dia 9 de novembro.

Mais recentemnte, Zarqawi também esteve ocupado com o seqüestro de diplomatas árabes – incluindo marroquinos, argelinos e egípcios – e com o assassinato deles como uma mensagem aos seus países para não reconhecerem o novo governo do Iraque.

Sem imunidade

Assim como ocorreu no Afeganistão, já está claro que nenhuma nacionalidade está imune aos ataques.

Anteriormente, cidadãos de alguns países sentiam estar imunes aos seqüestros porque seus países se opunham à guerra.

Mas o seqüestro de dois jornalistas franceses – posteriormente libertados - provou que eles estavam errados.

Funcionários de organizações de caridade como Margaret Hassan, que tinham fortes raízes no país e um histórico de ajuda à população do Iraque também se mostraram não estar imunes.

Como tem sido o caso com a insurgência como um todo, as táticas de seqüestros parecem ter evoluído com o tempo, tentando estabelecer a melhor maneira de rodear as novas medidas de segurança e de maximizar seu impacto.

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