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Atualizado às: 22 de novembro, 2005 - 02h16 GMT (00h16 Brasília)
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Em tom mais conciliatório, Cheney defende política no Iraque
O vice-presidente Dick Cheney
Cheney disse reconhecer que debate sobre decisão de ir à guerra é legítimo
O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, fez uma defesa ferrenha da guerra do Iraque pela segunda vez em menos de uma semana, dando continuidade a um crescente debate sobre a estratégia americana para o país.

Cheney negou que estivesse tentando reprimir oposição à guerra ao atacar os críticos do governo, mas disse que não aceitava acusações de que a Casa Branca manipulou informações sobre o programa de armas do Iraque.

"Isto é revisionismo da forma mais corrupta e descarada. (Isto) não tem lugar na política americana, muito menos no Senado dos Estados Unidos", disse Cheney.

"Alguns dos comentários mais irresponsáveis vêm de políticos que votaram a favor da autorização do uso da força contra Saddam Hussein."

Mas, informa o correspondente da BBC em Washington James Coomarasamy, o tom das declarações de Cheney nesta segunda-feira foi mais conciliatório do que na semana passada, quando o vice-presidente chegou a dizer que membros do Partido Democrata haviam espalhado "falsidades cínicas e perniciosas".

"Desacordo, discussão e debate são partes essenciais da democracia", disse Cheney.

O vice-presidente chamou de "amigo" o deputado democrata Jack Murtha, que defendeu a retirada imediata das tropas do Iraque, argumentando que os Estados Unidos não poderiam conseguir mais nada militarmente no país e estariam seguindo uma política destinada ao fracasso.

Murtha havia sido comparado ao cineasta Michael Moore, que já foi desqualificado pela Casa Branca em várias ocasiões, na semana passada por um porta-voz da Casa Branca.

"Recentemente meu amigo e antigo colega Jack Murtha pediu a retirada completa das forças americanas hoje servindo no Iraque, com o início imediato. Eu discordo de Jack e acredito que a proposta dele não serviria aos melhores interesses desta nação", disse Cheney sobre o deputado que um porta-voz da Casa Branca chegou a comparar com o cineasta Michael Moore.

"Mas ele é um homem bom, um fuzileiro naval, patriota, e ele está assumindo uma posição clara em uma discussão inteiramente legítima. Mas ninguém está dizendo que nós não deveríamos estar tendo esta discussão ou que você não pode examinar uma decisão feita pelo presidente e pelo Congresso alguns anos atrás".

Em viagem pela Ásia, o presidente George W. Bush também refutou a proposta de Murtha.

"Uma retirada imediata das nossas tropas do Iraque vai apenas fortalecer a posição dos terroristas no Iraque e na guerra contra o terrorismo, de forma mais ampla", afirmou Bush, na China.

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