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Atualizado às: 16 de dezembro, 2005 - 05h38 GMT (03h38 Brasília)
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Estados Unidos elogiam eleições iraquianas
Eleitor iraquiano
Comparecimento às urnas foi alto nesta quinta-feira
As eleições no Iraque desta quinta-feira foram consideradas um sucesso por líderes americanos e iraquianos.

O presidente americano, George W. Bush, considerou o pleito "histórico".

"Até onde eu sei, foi um evento feliz", disse ele.

"Temos certeza de que o comparecimento foi alto, e a violência, pouca."

Initerrupta

O primeiro-ministro interino do Iraque, Ibrahim Al-Jaafari, disse esperar que o novo governo seja apontado em breve e que os partidos políticos não hesitem em fazê-lo, como ocorreu no início do ano.

Ele disse que a constituição permanente do país oferece a base para uma política construtiva e que a luta contra a insurgência estava sendo ganha.

O secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Kofi Annan, disse que o processo estava correndo bem "até agora" e pediu para que os iraquianos aceitem os resultados.

Esta foi a primeira votação para escolha do governo permanente do país desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003.

Durante o dia, as autoridades eleitorais estenderam o tempo da votação em uma hora em algumas áreas devido ao alto número de eleitores.

Árabes sunitas, que boicotaram a última eleição em janeiro, aparentemente tiveram uma grande participação nesta quinta-feira, mesmo nas áreas onde haveria maior presença dos insurgentes.

Apesar das medidas de segurança aplicadas durante a votação, vários incidentes foram registrados, mas a votação não foi interrompida.

Apoio dos EUA

Cerca de 150 mil soldados e policiais iraquianos foram colocados de prontidão, trabalhando em patrulhas no país inteiro, com o apoio de soldados americanos. As fronteiras e aeroportos foram fechados.

O comparecimento dos eleitores foi se acelerando no decorrer do dia, com filas se formando nas zonas eleitorais.

As filas ocorreram até mesmo nas cidades onde os sunitas eram maioria, como em Falluja e Ramadi, locais onde há muita atividade de insurgentes. Em uma certa hora do dia, uma autoridade eleitoral em Falluja afirmou que o comparecimento de eleitores foi tão alto que as cédulas de votação estavam esgotadas.

Grupos de insurgentes nacionalistas sunitas pediram que os iraquianos votassem, para evitar a eleição de um governo completamente dominado pelos xiitas e curdos.

Mas, o grupo Al Qaeda no Iraque afirmou que as eleições eram obra de Satã e ameaçou ataques contra a votação.

Acredita-se que este grupo seja o responsável por uma explosão na chamada Zona Verde, uma das áreas mais seguras de Bagdá, onde estão os prédios do governo. A explosão ocorreu logo depois da abertura das zonas eleitorais. Dois civis e um fuzileiro americano ficaram feridos.

Em Mosul, um guarda hospitalar morreu quando uma bomba explodiu perto de uma zona eleitoral, dizem testemunhas.

Também houve disparos de morteiros em uma zona eleitoral na cidade natal de Saddam Hussein, Tikrit.

Não há data prevista para a divulgação dos resultados finais – nas últimas eleições, a contagem levou duas semanas.

Candidatos

De acordo com a Comissão Eleitoral Iraquiana, 7.655 candidatos se inscreveram para disputar os 275 assentos no Parlamento. Eles estão divididos em 307 entidades políticas, agrupadas em 19 coalizões.

Os mais de 15,5 milhões de iraquianos habilitados tiveram a disposição 33 mil zonas eleitorais instaladas no país, além de postos de votação em 15 outras nações para os emigrantes.

Os partidos e outras agremiações políticas registraram mais de 230 mil observadores para estas eleições. O número de monitores independentes chega a 120 mil, incluindo 800 estrangeiros.

As principais coalizões na disputa são a xiita Aliança Iraquiana Unida (de Al-Jaafari), a Lista de Coalizão do Curdistão (do presidente Jalal Talabani) e a sunita Frente de Acordo Iraquiano.

Entre os grupos de mais peso, há ainda duas listas seculares que unem xiitas e sunitas: a Lista Nacional Iraquiana, liderada pelo ex-primeiro-ministro (apontado pelas forças de ocupação) Ayiad Allawi, e Coalizão do Congresso Nacional, liderada por Ahmed Chalabi (ex-aliado dos Estados Unidos mas que acabou se desentendendo com os americanos).

A população já foi chamada a votar duas vezes em 2005. Pouco menos de 60% dos eleitores foram às urnas nas eleições de janeiro, e pouco mais de 60% participaram do referendo que aprovou a nova Constituição.

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