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Palocci espera que países ricos salvem rodada de Doha | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, disse na manhã deste sábado esperar que a atuação nos próximos dias dos líderes de países desenvolvidos contribua para salvar a rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), que será tema das discussões da reunião de cúpula que começa no próximo dia 13, em Hong Kong. "Penso que teremos uma movimentação na próxima semana entre os chefes de Estado para modificar a perspectiva", disse Palocci. "Se nada for feito nesse sentido, Hong Kong vai ser uma grande decepção." Palocci está em Londres para uma série de encontros com ministros da economia de países membros do G7 (grupo dos países mais industrializados do mundo), da China, Índia e África do Sul. Concessões O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na sexta-feira ter telefonado para o premiê britânico, Tony Blair, sugerindo uma reunião de emergência, antes do encontro de Hong Kong, entre o grupo dos países mais ricos do mundo e alguns países emergentes, para discutir investimentos principalmente no setor de agronegócios. Palocci disse que o ministro da Economia britânico, Gordon Brown, lhe garantiu na manhã de sábado que "ainda hoje falará com o primeiro-ministro Tony Blair" para reforçar o apelo. O ministro disse também que o secretário do Tesouro americano, John Snow, havia dito a ele na sexta-feira que também está conversando sobre o assunto com o presidente dos EUA, George W. Bush. O Brasil estaria disposto a discutir tarifas industriais e acessos a serviços desde que os Estados Unidos e, principalmente a União Européia, façam concessões maiores do que as já sinalizadas na agricultura. Disposição Essas concessões seriam um corte expressivo de tarifas, o estabelecimento de um prazo para o fim dos subsídios das exportações e a redução do atual percentual de 8% de produtos sensíveis. Mas, para que a próxima rodada de negociações da OMC tenha alguma chance de sucesso, os europeus teriam que dar um passo muito maior do que o sinalizado. "A proposta européia é praticamente uma não-proposta, uma inviabilidade total de avançarmos", disse Palocci. Dentro da União Européia, a França é o país que permanece mais relutante a fazer concessões. Palocci disse que as posições da Grã-Bretanha, Estados Unidos e Canadá parecem muito mais claras no sentido de um avanço real das negociações. "Sai daqui uma disposição muito grande da Inglaterra de atuar fortemente na mudança dessa posição, uma disposição muito grande do governo americano também", disse ele. |
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