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Estabilidade está em jogo com o futuro de Palocci, diz 'Financial Times' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal britânico Financial Times diz que a estabilidade econômica brasileira está em jogo nesta semana com o futuro do ministro Antonio Palocci. O jornal atribui o problema ao aumento da pressão sobre o ministro da Fazenda em meio ao escândalo de corrupção no país e aos ataques às suas políticas econômicas vindos de colegas de ministério. Para o correspondente do jornal em São Paulo, os dois pilares da estabilidade, que são o controle de gastos para reduzir a dívida pública e a alta taxa de juros para controlar a inflação, correm perigo caso Palocci seja obrigado a deixar o governo. O Financial Times considera que a possibilidade de o ministro cair parece crescente e que o impacto disso sobre os mercados financeiros poderia ser grave. O jornal considera que, mesmo que Palocci consiga sobreviver no cargo após as investigações sobre supostos casos de corrupção envolvendo seu nome, ele poderia ter de ceder à pressão de outros ministros sobre suas políticas econômicas. O Financial Times observa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em outras ocasiões saiu rápido na defesa de Palocci, desta vez demorou a fazê-lo e também demonstrou forte apoio à ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, que havia criticado o ministro da Fazenda. Para o jornal britânico, uma mudança de rumos econômicos poderia ser uma tentativa de Lula de recuperar o apoio popular perdido após os escândalos de corrupção e impulsionar sua candidatura à reeleição em outubro do ano que vem. O Financial Times considera, porém, que esta seria uma “estratégia de alto risco”, já que qualquer mudança de política poderia gerar incertezas e volatilidade entre os investidores e também entre os consumidores. Novo governo alemão A posse da nova chanceler alemã, Angela Merkel, nesta terça-feira, é tema de um artigo do ex-secretário de Estado americano Henry Kissinger, publicado pelo The Washington Post, entitulado “A coalizão alemã funcionará?”. No artigo, Kissinger lembra que Merkel toma posse em um momento de crise para um país “equilibrado entre as reformas domésticas, a recessão econômica e o impasse social, entre a paralisação e a nova criatividade sobre a integração européia”. Kissinger diz que inicialmente se havia perguntado como “poderia uma chanceler com um resultado eleitoral decepcionante liderar uma coalizão de partidos historicamente em oposição estridente e que se dividiram amargamente sobre quase todos os temas nas últimas eleições”. Porém o ex-secretário de Estado afirma que está cada vez mais inclinado a pensar em uma situação alternativa, já que ambos os partidos sabem que se a coalizão falhar eles “terão de enfrentar os dilemas que os obrigaram a formar a aliança”. Além disso, para Kissinger, a personalidade de Merkel também oferece uma esperança de que o governo possa ganhar força. “Em pouco tempo ela se transformou de uma obscura pesquisadora científica na Alemanha Oriental comunista em chanceler, sem ter uma base eleitoral própria, contra opositores em seu próprio partido que passaram suas vidas tentando escalar a escada da política”, diz Kissinger. “Sua persistência obcecada na busca de objetivos substantivos pode criar seu próprio ímpeto no trabalho de governar no dia-a-dia”, afirma. Novo partido de Sharon A decisão do premiê israelense, Ariel Sharon, de deixar seu partido para criar uma nova agremiação foi comparada em um editorial publicado nesta terça-feira pelo jornal The Jerusalem Post a um “big bang”, a explosão que, segundo algumas teorias, deu origem ao universo. Para o jornal, os resultados de qualquer “big bang” são incertos e Sharon está arriscando não só seu próprio futuro político, mas também o futuro de todo o sistema político israelense. Uma análise publicada pelo diário Haaretz, por sua vez, diz que a sensação de alívio demonstrada por Sharon na segunda-feira poderia ser comparada à felicidade de um prisioneiro colocado em liberdade ou à de uma mulher que finalmente consegue o divórcio de um marido violento. Para o Haaretz, Sharon é, após seu rompimento com o partido Likud, como um recém-divorciado “de volta ao mercado e aberto a aproximações”. |
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