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'The Guardian': TV para negros luta contra legado de 300 anos no Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A inauguração da TV da Gente, o primeiro canal de televisão no Brasil voltado para os negros, é tema de uma reportagem de uma página publicada nesta segunda-feira pelo jornal londrino The Guardian. A reportagem, intitulada “O primeiro canal de TV negro do Brasil enfrenta legado de 300 anos de escravidão”, diz que a estação está sendo considerada um grande passo na luta contra a discriminação racial no país. Para o jornal, a TV da Gente, que é um projeto do cantor popular Netinho, tem o objetivo de “reduzir as divisões raciais” num país em que “as caras não-brancas são uma raridade na mídia e na política”. Citado pela reportagem, o veterano ativista de direitos civis americano James Meredith diz que o lançamento da TV da Gente poderá ser “o mais importante desenvolvimento em termos de comunicação para comunidades negras em todo o mundo”. Meredith diz que, ao contrário dos Estados Unidos ou da África do Sul no passado, o Brasil estabeleceu um sistema de supremacia branca sem sinais óbvios como a segregação ou o apartheid. Para ele, enquanto os brasileiros não enfrentarem esta realidade, “o legado da escravidão continuará”. O jornal diz que a idéia da “democracia racial” brasileira criada por Gilberto Freyre é negada pelas estatísticas que mostram a disparidade entre brancos e negros no país. Um dos dados citados é tirado de um relatório da ONU recém-divulgado e que mostra que os negros ganham salários em média 50% menores que os brancos no Brasil. Bush na Ásia A viagem do presidente George W. Bush à Ásia é tema de destaque nos principais jornais internacionais nesta segunda-feira. Para o diário Washington Post, já não havia grandes expectativas para a viagem e o presidente não deve voltar aos Estados Unidos com nenhuma grande novidade. O jornal destaca que, “de uma grande variedade de temas, de comércio a segurança, passando por direitos humanos, Bush não conseguiu acordos concretos em nenhum dos encontros que teve durante sua viagem à Ásia. O The New York Times destaca o encontro da véspera entre Bush e o presidente chinês, Hu Jintao, descrito como “educado, mas tenso”. Para o jornal, o presidente chinês deixou claro que não pretende ceder às pressões americanas sobre questões de direitos humanos e de disputas comerciais entre os dois países. O The New York Times cita a visita feita por Bush a uma igreja protestante em Xangai e diz que dezenas de cristãos que pretendiam participar do serviço religioso com o presidente americano foram detidos ou impedidos de chegar ao local. Já o jornal oficial chinês China Daily diz que os líderes destacaram os interesses comuns dos dois países. Segundo o jornal, Hu Jintao assegurou a Bush que a China se manterá no caminho do desenvolvimento da democracia com características chinesas. |
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