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G4 rearticula proposta de reforma do Conselho de Segurança | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Representantes do Grupo dos Quatro (G4), que reúne o Brasil, Alemanha, Japão e Índia reuniram-se nesta quinta-feira em Nova York para rearticular sua proposta de reforma do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas. Ao final do encontro, que ocorreu na sede da Missão da Índia na ONU, o ministro do Exterior indiano, Natwar Singh, disse que “o G4 continua a existir e continuará trabalhando pela reforma do Conselho de Segurança.” “Continuaremos em contato com os nossos co-patrocinadores e demais países que nos apóiam para reintroduzir nossa resolução”, acrescentou. De acordo com o chanceler brasileiro, Celso Amorim, que representou o Brasil no encontro, o G4 deverá centrar seus esforços na tentativa de ganhar o apoio de países africanos, “seja através da União Africana (que representa 53 países) ou de cada país africano individualmente.” Votos necessários Amorim calcula que atualmente o G4 conte com o apoio de uma centena de países, entre os quais cerca de 30 co-patrocinadores do esboço de resolução que acabou não sendo votado pela Assembléia Geral, por não contar com os 128 votos, ou dois terços do quórum necessário para sua aprovação. “Estamos dispostos a fazer algumas modificações no texto da proposta para aperfeiçoá-la, mas desde que as mudanças não impliquem o desvirtuamento de seu espírito,” disse. “Acho que os elementos terão que ser muito semelhantes.” O principal ponto de discórdia entre a União Africana e o G4 diz respeito à prerrogativa do direito de veto, hoje exclusiva dos atuais cinco membros permanentes do CS: Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, China e Rússia. Enquanto o G4 resolveu abrir mão do direito de veto para obter o apoio de países como a França, os africanos continuam a insistir que os novos membros permanentes do Conselho também venham a gozar do mesmo direito. Sem prazo Mesmo que o G4 trabalhe para aprovar a primeira fase da reforma do CS ainda neste ano, seus membros agora preferem não fixar um prazo para a apresentação da nova resolução. “Não vamos trabalhar com um prazo fechado, mas estamos cheios de confiança de que a hora é chegada,” disse Singh. Indagado se a Índia se disporia a abandonar o G4 para obter o apoio da China, que se opõe ao bloco em função de suas restrições ao Japão, Singh disse que “a Índia vai continuar no G4.” De sua parte, os Estados Unidos já declararam que não consideram a reforma do Conselho prioritária e que só apóiam a candidatura japonesa para uma vaga permanente. Já o embaixador alemão na ONU, Gunther Pleuger, disse que a futura posição de seu país em relação ao bloco teria que ser reavaliada depois da próxima eleição alemã, marcada para o próximo domingo. |
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