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Lula volta a reivindicar ampliação no Conselho de Segurança | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em seu discurso na reunião de cúpula do Conselho de Segurança, na 60ª Assembléia Geral da ONU, em Nova York, nesta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a reivindicar a ampliação deste fórum da Organização das Nações Unidas (ONU). "Não é admissível que o Conselho continue a operar com claro déficite de transparência e representatividade. A boa governança e os princípios democráticos, que valorizamos no plano interno, devem igualmente inspirar os métodos de decisão coletiva e o multilateralismo", disse Lula. "Temos diante de nós uma oportunidade histórica para ampliar a composição do Conselho de forma equitativa. Para a maioria dos países-membros da ONU, isto significa aumentar o número de membros permanentes e não-permanentes com países em desenvolvimento de todas as regiões nas duas categorias." Recentemente, a proposta do chamado Grupo dos Quatro (G4, que reúne Brasil, Japão, Índia e Alemanha), não conseguiu o apoio necessário para ampliar o Conselho de Segurança, com a introdução de seis novos membros permanentes e quatro novos membros não-permanentes. O tema da ampliação do Conselho de Segurança é tão contencioso entre as Nações Unidas, que acabou sendo excluído da declaração desta Assembléia-Geral que visa a reformar a ONU. "Transformação" No discurso, o presidente brasileiro disse ainda que "precisamos adequar o Conselho de Segurança às exigências políticas e econômicas de um mundo em profunda transformação". "O projeto de reforma das Nações Unidas, hoje em discussão, é indissociável da atualização do Conselho de Segurança. Sua agenda, cada vez mais ampla e ambiciosa, implica responsabilidades diversificadas - muitas vezes em áreas não previstas pela Carta." "O Brasil assume plenamente suas responsabilidades na promoção das reformas necessárias ao fortalecimento desta instituição, que deve estar no centro das complexas decisões que o momento histórico exige." De acordo com o presidente brasileiro, "o Conselho deve continuar a dedicar tb amplo espaço em sua pauta às questões africanas." Lula abordou também a questão do "terrorismo". "Precisamos evitar que o terrorismo crie raízes em meio à desesperança. Temos de rejeitar o preconceito e a discriminação, sob qualquer disfarce ou pretexto." O Haiti, no Caribe, também foi mencionado pelo presidente em seu pronunciamento no Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, em relação a esse país, "a América Latina quer demonstrar que as Nações Unidas não estão condenadas a simplesmente recolher os destroços dos conflitos que não pode evitar. A Missão de Estabilização das Nações Unidas (que é chefiada pelo Brasil) está oferecendo um novo paradigma de resposta aos desafios da solução dos conflitos e da reconstrução nacional." A seguir, o presidente deve discursar na Assembléia-Geral da ONU, onde deve se concentrar em questões ligadas a desenvolvimento. Lula almoça em Nova York com os demais chefes de Estado a convite do secretário-geral da organização, Kofi Annan. |
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