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Inquérito recomenda reformas na ONU | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A primeira parte do inquérito sobre o programa da Organização das Nações Unidas (ONU) "Petróleo por Comida" para o Iraque diz que a instituição necessita de reformas urgentes e amplas. Segundo o relatório parcial, divulgado nesta terça-feira, a ONU estava mal equipada para administrar o programa de US$ 64 bilhões, que foi a maior operação humanitária já feita pela organização. O relatório descreve ocorrências do que chama de comportamento "imoral, ilícito e corrupto", segundo a correspondente da BBC em Nova York, Susannah Price. Embora critique falhas do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, ao cuidar do programa, o texto não o acusa de corrupção. A investigação foi liderada pelo ex-presidente do Fed (o banco central americano) Paul Volcker e o relatório completo deve ser divulgado na quarta-feira. Executiva O inquérito foi iniciado há um ano, e nesse período foi feito um levantamento detalhado das falhas da ONU ao tentar administrar esse enorme programa. O relatório defende uma chefia executiva mais forte da ONU, argumentando que, embora o secretário-geral esteja supostamente encarregado da administração, na prática, as suas responsabilidades diplomáticas consomem todo seu tempo. Segundo o texto, nem o Conselho de Segurança e nem a Secretaria-Geral da ONU estavam claramente no comando do programa, e, quando as coisas deram errado, muitas decisões importantes simplesmente não foram tomadas. A investigação sobre o Petróleo por Comida começou depois que foi descoberto que o ex-presidente do Iraque Saddam Hussein tinha interferido no programa. O programa previa que o Iraque poderia vender petróleo para comprar bens de natureza humanitária, apesar das sanções da ONU. O relatório será debatido no Conselho de Segurança da ONU nesta quarta-feira. |
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