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Distrações de Setembro | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Há quatro anos, no dia 10 de setembro, mandei minha primeira coluna para a BBC. Deveria entrar no ar e no site na manhã do dia 11. Era sobre o bilionário e calouro político Michael Bloomberg, um dos candidatos a prefeito de Nova York. A coluna caiu, derrubada pelos dois aviões que entraram nas torres do World Trade Center. A partir daquele dia, num curto período de quatro meses, de 11 de setembro até o fim do mandato, o então prefeito Giuliani, na liderança contra as crises física e espiritual que abalaram Nova York, multiplicou seu capital político. Antes dos ataques, Giuliani tinha provado que a cidade era governável, que o crime e a desordem eram vencíveis. Na hora do terror, a população acreditou nele. Seu sucessor e atual prefeito, Michael Bloomberg, não só conseguiu reduzir ainda mais os índices de crimes como melhorou a economia e a educação, um dos problemas mais antigos e complicados da cidade. Hoje, graças a estes dois prefeitos, Nova York tem seus melhores números das últimas décadas. O terror da natureza que afundou Nova Orleans foi muito mais brutal na sua destruição do que o de Osama Bin Laden em Manhattan, mas a mais sedutora das cidades americanas não teve seu Giuliani nem a reação rápida e firme do governo federal aos ataques às torres. Neste 11 de setembro, Nova York pensa e ajuda Nova Orleans. A cidade está distraída. E Osama? |
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