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Ataque no centro financeiro de Londres é questão de tempo, diz 'FT' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ocorrência de um ataque extremista no centro financeiro de Londres é apenas uma questão de tempo, segundo artigo de capa do jornal britânico Financial Times em sua edição desta quarta-feira. James Hart, o chefe de polícia da região da City - como é conhecido o centro financeiro -, disse ao jornal que investigadores constataram a prática de "reconhecimento hostil" da região, supostamente praticado por pessoas que teriam interesse em realizar ataques na área, desde os atentados de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Hart afirmou que, entre os locais que teriam sido pesquisados por vários grupos estariam lugares simbólicos da cidade, centros de negócios e prédios de destaque na paisagem londrina. O policial aproveitou a entrevista ao Financial Times para repetir que, na sua opinião, os responsáveis pelos ataques do mês de Julho em Londres não fazem parte de células terroristas organizadas, mas sim membros de grupos sem muitas conexões com movimentos políticos ou religiosos. Outros jornais como o argentino Clarín e o espanhol El País trazem em suas edições desta quarta-feira artigos afirmando que o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, tem planos para instituir tribunais secretos para o pré-julgamento de suspeitos de práticas extremistas. Segundo os jornais o plano polêmico prevê juízes especiais, exibição de provas fornecidas por serviços secretos como gravações de escutas telefônicas sem o conhecimento dos suspeitos. Destino dos EUA Ainda no Clarín, o ex-presidente americano Bill Clinton afirmou em entrevista na edição desta quarta-feira que os Estados Unidos não podem se isolar do mundo ou matar todos seus inimigos, pois o destino do país está ligado ao destino de outros povos. Clinton afirma que, se o país se mostrar desinteressado, mostrar que pode ajudar e compartilhar objetivos comuns com outros países, isto poderia ajudar a melhorar a imagem dos Estados Unidos. Clinton acaba de criar a Iniciativa Global Clinton, um projeto que deve ter sua primeira reunião em Setembro aproveitando a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York. O projeto visa dar soluções mais práticas para problemas mundiais, fugindo de modelos como do Fórum Económico Mundial ou das reuniões do G8, o grupo de países mais industrializados do mundo mais a Rússia. Colômbia O jornal americano The New York Times dá destaque em sua edição desta quarta-feira a uma reportagem com as famílias de desaparecidos que teriam sido seqüestrados e mortos por grupos paramilitares de direita na Colômbia. Nos últimos meses, segundo o jornal, dezenas de pessoas têm ido a público pedindo informações de familiares desaparecidos. Autoridades do governo e militares da Colômbia estimam que centenas de fazendeiros pobres podem ter sido mortos e sepultados em segredo em uma campanha de terror que começou no final da década de 90. O jornal afirma que, com a entrada de um novo comando militar no país, os familiares dos desaparecidos começaram a se pronunciar afirmando que grupos paramilitares seqüestram e matam suas vítimas para tomar posse das terras e, em alguns casos, minar o apoio aos grupos guerrilheiros de esquerda que lutam no país desde a década de 60. Até agora, segundo o The New York Times, 72 corpos foram recuperados de uma cova em El Pamar, uma fazenda que era usada como base local por grupos paramilitares. Assalto ao BC O assalto ao Banco Central de Fortaleza, no qual um grupo levou R$ 150 milhões de reais, continua a ocupar páginas dos jornais europeus e americanos. O britânico Times reserva toda a sua página três da edição desta quarta-feira para detalhar com gráficos e desenhos como foi o assalto, que chamou de perfeito. O jornal desenhou um gráfico detalhando como o túnel de 80 metros saía de uma casa em uma rua próxima e chegava ao cofre da agência do Banco Central, detalhando como o ar condicionado e as luzes foram colocadas no túnel. O jornal americano Washington Post afirma que o grupo passou três meses construindo o túnel e lembra, assim como o Times, que o roubo em Fortaleza foi muito parecido com o ocorrido em 2004, em que, por meio de um túnel, ladrões levaram R$ 4,7 milhões de um banco em São Paulo. O jornal britânico Guardian destaca os "detalhes cuidadosos" no plano, contando que o grupo estabeleceu uma empresa de jardinagem na casa alugada de onde saía o túnel e até chegou a fazer propaganda de seus serviços para os vizinhos. |
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