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Brasil e Argentina poderiam ter tido corrida armamentista, diz 'Clarín' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A revelação do ex-presidente e hoje senador José Sarney, de que o regime militar das décadas de 60 e 70 tinha planos de construir uma bomba atômica, foram destaque no jornal argentino Clarín, nesta terça-feira. Segundo o jornal, a rivalidade entre argentinos e brasileiros, aumentada durante os regimes militares, poderia ter levado os dois países a uma corrida armamentista atômica, que foi evitada apenas devido ao fim destes regimes nos dois países. Para o diário, os militares argentinos não estavam sofrendo de alucinações quando enxergavam objetivos bélicos nos planos nucleares brasileiros, e podem ter justificado alguns planos nucleares argentinos de fins pacíficos duvidosos. O jornal britânico Guardian e o americano Herald Tribune também falaram sobre as declarações de Sarney em suas edições desta terça-feira. Roubo em Fortaleza O assalto ao Banco Central de Fortaleza, em que R$ 150 milhões foram levados foi destaque em jornais europeus. O Financial Times, o The Independent e o El País afirmam que o roubo foi o maior da história do Brasil. E o The Independent vai mais longe e compara o assalto ao Banco Central de Fortaleza ao assalto ao trem pagador, realizado pelo grupo de Ronald Biggs na Grã-Bretanha em 1963. Segundo o The Independent, na época Biggs levou 2,6 milhões de libras, o que, atualizado para valores de hoje, daria algo em torno de 30 milhões de libras (cerca de R$ 124,7 milhões). Com base nessa cifra, o jornal britânico afirma que o assalto ao Banco Central em Fortaleza foi maior que o famoso assalto de Biggs. "Beverly Hills" O jornal americano The New York Times, em sua edição para a Internet, traz uma entrevista com o produtor de cinema britânico Simon Channing Williams e o diretor Fernando Meirelles a respeito do filme O Jardineiro Fiel, que será lançado nos Estados Unidos no dia 26 de agosto. Williams, o produtor, afirmou que procurou Meirelles para dirigir o longa porque o cineasta brasileiro não está interessado no sistema de classes sociais britânico e trouxe para o filme sua compreensão da natureza humana. O artigo revela que, depois do sucesso de Cidade de Deus, produtora ofereceram a Meirelles a direção de vários longas, inclusive Colateral, estrelado por Tom Cruise. Mas Meirelles se juntou ao projeto de O Jardineiro Fiel pois boa parte do filme se passa no Quênia, de onde ele havia voltado recentemente de uma viagem. O diretor compara as favelas brasileiras às favelas do Quênia, onde foram feitas partes das cenas, e afirma que as brasileiras, perto das favelas do Quênia, parecem o bairro de classe alta de Los Angeles, "Beverly Hills". Petróleo Mas o grande destaque em boa parte dos principais jornais do mundo nesta terça-feira é o aumento recorde no preço do barril de petróleo, que chegou a superar US$ 64 o barril. O The New York Times lembra que o preço do produto subiu 47% em 2005. E critica o polêmico pacote de medidas que inclui incentivos fiscais para empresas de petróleo e usinas nucleares sancionado pelo presidente George W. Bush. Para o jornal americano, a nova lei não faz muito para diminuir o consumo de combustível entre os americanos. O The New York Times enumera outros fatores que contribuem para a alta do produto: o fechamento por dois dias das missões diplomáticas americanas na Arábia Saudita, devido à ameaça de ataques, falta de capacidade de produção de outros países, alta demanda por combustível nos Estados Unidos e China e a interrupção na produção de países como Iraque e Venezuela. Tudo isso, segundo o jornal, vem contribuindo para o aumento do petróleo desde 2003. O Washington Post ouviu os negociadores de petróleo na segunda-feira, que culparam a instabilidade no Oriente Médio depois da morte do rei Fahd da Arábia Saudita e também o pequeno estoque do produto. Mas, um pouco mais otimista, o Post lembra que muitos economistas previam a diminuição do ritmo econômico quando o barril atingisse US$ 60, o que, segundo o jornal americano, não aconteceu. Irã O britânico Financial Times lembra que, além dos temores de ataques na Arábia Saudita, a preocupação com a retomada do programa nuclear no Irã também pode ter influenciado o aumento do petróleo. Para o jornal, a retomada das atividades de conversão de urânio na usina de Isfahan, aproxima o Irã de possíveis sanções da ONU. O Financial Times afirma que negociadores do produto no mercado internacional temem que possíveis sanções da ONU, apoiadas pela União Européia e Estados Unidos, possam afetar também o comércio do petróleo iraniano, que é o segundo maior produtor membro da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP). Para o jornal britânico Guardian, a ameaça de ataques na Arábia Saudita, divulgada também pelos governos britânico e australiano e que levou ao fechamento por alguns dias das missões diplomáticas americanas, foi importante no aumento do preço do petróleo. Mas, num tom mais otimista, o Guardian afirma que, para os economistas, o aumento do preço atualmente é gerado pelo aumento na demanda e não pela interrupção repentina do fornecimento, como aconteceu nas crises do petróleo de 1974 e 1979, quando o barril atingiu US$ 80. Por isso, o aumento atual não deve levar a economia mundial a uma recessão como na década de 70. |
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