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Impasse sobre Conselho de Segurança ameaça Assembléia Geral, diz liderança da ONU | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal britânico Financial Times diz em um artigo nesta segunda-feira, que Jean Ping, presidente da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que o impasse a respeito da ampliação do Conselho de Segurança pode ameaçar o sucesso da Assembléia Geral da Organização, marcada para setembro. Na última semana, a União Africana se recusou a apoiar a proposta do G4, grupo formado pelo Brasil, Alemanha, Índia e Japão, para que os quatro países consigam assentos permanentes no conselho. A China também ameaçou vetar o plano do G4 se este for votado. O embaixador do Japão na ONU, Kenzo Oshima, já teria afirmado que o governo japonês pode estudar outras opções, mas, segundo o Financial Times, Brasil, Alemanha e Índia podem não ser tão flexíveis. O jornal americano The New York Times também lembra que a proposta do G4 parece fadada ao fracasso depois que os países africanos se recusaram a juntar forças com o grupo para conseguir os assentos permanentes no Conselho de Segurança. O New York Times lembra que, com férias marcadas para agosto e os trabalhos em outras reformas importantes também marcados, os 191 membros da Assembléia Geral da Organização, que precisam aprovar qualquer mudança com pelo menos dois terços dos votos, não devem votar até setembro. Netanyahu Muitos jornais desta segunda-feira trazem como destaque a renúncia do ministro das Finanças israelense Binyamin Netanyahu, companheiro de partido do primeiro-ministro Ariel Sharon, em protesto contra a retirada da Faixa de Gaza. Netanyahu foi substituído pelo ministro da Indústria Ehud Olmer. O diário israelense Haaretz, em editorial afirma que, com a renúncia, Netanyahu finalmente ocupa um lugar mais adequado, o de líder da extrema-direita de Israel. Para o jornal israelense, Netanyahu decidiu pela renúncia para conseguir um crédito temporário, justamente no momento em que o país precisa desesperadamente de uma liderança responsável. O Haaretz argumenta que, se o ministro das Finanças tivesse renunciado ao cargo há dois meses, quando o governo e o parlamento decidiram pela retirada de assentamentos e militares da Faixa de Gaza, teria sido possível aceitar sua justificativa, de que estaria agindo segundo sua consciência e ideologia. Mas a renúncia neste domingo, segundo o jornal, não visa influenciar mas, apenas surpreender. O Haaretz termina seu artigo afirmando que, se a retirada da Faixa de Gaza ocorrer no tempo previsto e como planejado, a renúncia de Netanyahu, que nesta segunda-feira parece dramática, ficará registrada como apenas mais um fato efêmero. O espanhol El País também destaca a renúncia de Netanyahu, afirmando que, apesar de inesperada, a renúncia é o resultado lógico de uma série de tensões que cresceram no governo israelense nos últimos meses, como conseqüência da retirada da Faixa de Gaza. O diário espanhol lembra que os setores mais à direita do partido Likud, o do primeiro-ministro Sharon e de Netanyahu, aprovaram a renúncia do ministro afirmando que agora poderão atacar a retirada da Faixa de Gaza com a ajuda do movimento de colonos israelenses. Mas, o El País lembra que a renúncia do ministro das Finanças já causou problemas econômicos para Israel, a Bolsa de Tel Aviv registrou queda de quase três pontos em menos de seis minutos. O jornal espanhol lembra que Netanyahu foi considerado o responsável por um ousado plano de austeridade que permitiu, em pouco menos de um ano, a reativação da economia israelense prejudicada por quatro anos de Intifada. |
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