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'Amor' entre Brasil e China 'está acabando', diz Economist | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Na edição que chega às bancas nesta sexta-feira, a revista britânica The Economist afirma que Brasil e China estão "se desapaixonando". Segundo a reportagem, o ponto alto da relação entre os dois países foi em novembro do ano passado, quando o presidente chinês Hu Jintao visitou o Brasil, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva previu que o comércio com a China iria chegar a US$ 20 bilhões em três anos. "Mas a euforia já deu lugar para o crescente medo dos produtos chineses, o desapontamento com o ritmo de investimento e a raiva brasileira com o governo, que teria enfraquecido as defesas comerciais do país sem ganhar muito em troca." A revista afirma que o Brasil continua exportando, basicamente, commoditties para a China, enquanto importa produtos industrializados, sem salvaguardar o próprio mercado. E cita também a rejeição da China à proposta do G4 para ampliar o Conselho de Segurança - mas afirma que a oposição é ao Japão, considerado um rival do país, e não ao Brasil. Para a Economist, apesar disso, os dois países ainda podem se beneficiar da relação, que provavelmente deve mudar a cara da indústria brasileira. Mensalão Em Portugal, o Correio da Manhã traz reportagem dizendo que a audiência do escândalo do mensalão já "eclipsa as novelas da Globo". "Os brasileiros já se habituaram a esta nova 'rotina' e os seus hábitos de consumo televisivo mudam agora ao sabor da evolução daquela que já é apelidada de nova 'novela' política", diz o jornal. O Correio da Manhã ainda citou o debate entre os deputados José Dirceu e Roberto Jefferson, que alcançou picos de audiência na TV Cultura e na Band News. O jornal Público também de Portugal, destaca o comunicado do Banco Espírito Santo, negando qualquer envolvimento no escândalo. Segundo o jornal, o BES admitiu ter feito uma proposta para captação de recursos ao Instituto de Resseguros do Brasil, mas garante que a iniciativa era puramente comercial, sem qualquer ligação com o financiamento de partidos políticos. No Financial Times, na Grã-Bretanha, a principal manchete do setor Internacional é a rejeição de Lula a propostas de não concorrer às próximas eleições em uma tentativa de pôr fim ao escândalo. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, teria dito ao jornal que a sucessão presidencial não está em negociação. As propostas de impeachment também foram destacadas pelo jornal argentino La Nación, que afirma que o processo seria improvável. "Até agora não há provas suficientes para envolver o presidente no escândalo e, politicamente, não haveria condições de abrir um processo (...) quando o mandatário permanece com alta popularidade", diz o La Nación. Al-Zawahiri A ameaça de novos atentados em Londres e nos Estados Unidos feita pelo número 2 da Al-Qaeda, Ayman Al- Zawahiri, transmitida pela rede de TV Al-Jazeera, foi manchete em jornais de todo o mundo. Na Grã-Bretanha, a notícia foi primeira página de praticamente todos os principais jornais. Os tablóides Daily Mirror e The Sun mandam Al-Zawahiri "voltar para sua caverna", e o Daily Mail afirma que a Grã-Bretanha "não vai se dobrar a um velho e diabólico terrorista". No diário The Guardian, uma análise afirma que a Al-Qaeda é agora "uma idéia, e não uma organização". Segundo o artigo, a declaração não traz nenhuma novidade já que remete ao velho argumento de que os muçulmanos estão apenas se defendendo da opressão ocidental. "A única diferença real com o que já havia sido dito é o foco específico na Grã-Bretanha." O analista afirma que a mensagem, no entanto, não significa que a Al-Qaeda esteja por trás dos atentados na cidade, pois ela agora serve de inspiração para extremistas em todo o mundo. E o jornal The Times também traz uma análise afirmando que a mensagem é uma tentativa de manter o controle sobre grupos ramificados da organização. "As fontes de inteligência disseram que parece que Al- Zawahiri está tentando estampar os atentados em Londres com a etiqueta da Al-Qaeda." |
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