BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 04 de agosto, 2005 - 09h14 GMT (06h14 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
'Clarín' compara trajetória de Lula à de Evita Perón
News image
O jornal argentino Clarín comparou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ex-primeira-dama argentina Eva Perón, em reportagem nesta quinta-feira.

"Um dia depois do depoimento de seu ex-ministro José Dirceu no Congresso (...) Lula buscou de novo o calor de suas bases históricas: os estratos humildes da população", disse o jornal, afirmando que Lula foi pedir apoio dos trabalhadores e camponeses em Pernambuco.

"No Brasil, joga-se uma partida desconcertante", diz a reportagem.

"Um presidente é desprezado pelas elites paulistas, que querem ver um dos seus no governo. Esse mesmo presidente conta com dois apoios-chave: de um lado, tem a preferência eleitoral dos setores mais pobres e medianos da população; do outro, acaba de receber um respaldo indiscutível do governo americano, por via de John Snow, o secretário do Tesouro, que esteve esta semana no Brasil".

Para o Clarín, esta combinação de fatores torna a situação inédita no Brasil. "Assim como ocorreu na Argentina, há mais de meio século, com Eva Perón, Lula representa a ascensão dos excluídos no Brasil. É um dado que se deve levar em conta, já que seus adversários não têm apoio popular."

Terror

"Grã-Bretanha se prepara para mais uma quinta-feira nervosa", diz o The Times em sua principal manchete nesta quinta-feira.

O jornal lembra que se completam quatro semanas desde os atentados de 7 de julho, em que 56 pessoas morreram na explosão de bombas no sistema de metrô e em um ônibus, em Londres.

"Tensão e nervosismo vão ser sentidos por milhões de usuários do sistema de transporte e milhares de policiais que sabem que (...) os homens-bomba escolheram a quinta-feira como dia de atrocidades", diz o Times.

O jornal lembra ainda que quinta-feira passada foi o dia com o maior número de policiais nas ruas da capital britânica desde a Segunda Guerra Mundial, depois de alertas de outro possível atentado. "Um número ainda maior de policiais estará trabalhando nesta quinta-feira, incluindo mais de 3 mil atiradores de elite."

Tolerância e multiculturalismo

Ainda sobre os atentados em Londres, o diário The Independent traz editorial defendendo a política britânica da tolerância e do multiculturalismo.

O editorial critica o argumento que vem crescendo desde os atentados, de que as explosões foram um terrível subproduto desta política e de que o fracasso em impor valores britânicos nas comunidades de imigrantes encorajou alguns jovens islâmicos a abraçarem o extremismo.

"O principal objetivo do multiculturalismo sempre foi ajudar as comunidades imigrantes a manter sua tradição, ajudando a explicar aos britânicos que imigrantes e hábitos diferentes não são uma ameaça", afirma o Independent, que critica a idéia de impor a assimilação de costumes britânicos pelos estrangeiros.

"Deve haver um debate sobre como tornar o país mais seguro diante das últimas ameaças. Também deve haver um debate público sobre o multiculturalismo. Mas o medo não deve nos impedir de analisar cada sugestão em detalhes."

Iraque

Nos Estados Unidos, o jornal The Christian Science Monitor homenageia o jornalista Steven Vincent, morto na terça-feira no Iraque, que escrevia artigos para a publicação.

Em editorial, o jornal lembra o "outro" exército lutando no Iraque - o de trabalhadores que ajudam a reconstruir o país, apesar da violência.

"Informação é essencial para progredir. Jornalistas estão comprometidos em nos ajudar a entender o que está acontecendo no Iraque e em todas as outras áreas do mundo. O trabalho de um jornalista é um fator-chave no processo de 'cura das nações'."

O The Christian Science Monitor afirma que estamos todos em débito com este outro exército, que enfrenta riscos diários para restabelecer a normalidade nos países em conflito.

Equador

E na Espanha, o El País traz entrevista exclusiva com o ex-presidente do Equador, Lucio Gutiérrez, que se disse decidido a voltar ao país - onde uma ordem de prisão preventiva foi emitida contra ele - para que "devolvam a democracia ao povo equatoriano".

Nesta quinta-feira, a Justiça do Equador vai decidir se mantém a ordem de prisão, e caso ela seja suspensa, os planos do ex-presidente são de voltar e iniciar uma campanha por eleições imediatas e pela convocação de uma nova assembléia constituinte.

"Os que agora ocupam a Presidência tomaram o poder com um golpe de Estado, os que conspiram são eles. Eu nunca abandonei, nunca renunciei. No Equador, ninguém duvida do golpe de Estado", disse Gutiérrez ao El País.

66Especial
As últimas notícias sobre as explosões em Londres.
66Iraque
Leia notícias sobre a ocupação dos EUA e a transição no país.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade