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'Clarín' compara trajetória de Lula à de Evita Perón | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal argentino Clarín comparou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à ex-primeira-dama argentina Eva Perón, em reportagem nesta quinta-feira. "Um dia depois do depoimento de seu ex-ministro José Dirceu no Congresso (...) Lula buscou de novo o calor de suas bases históricas: os estratos humildes da população", disse o jornal, afirmando que Lula foi pedir apoio dos trabalhadores e camponeses em Pernambuco. "No Brasil, joga-se uma partida desconcertante", diz a reportagem. "Um presidente é desprezado pelas elites paulistas, que querem ver um dos seus no governo. Esse mesmo presidente conta com dois apoios-chave: de um lado, tem a preferência eleitoral dos setores mais pobres e medianos da população; do outro, acaba de receber um respaldo indiscutível do governo americano, por via de John Snow, o secretário do Tesouro, que esteve esta semana no Brasil". Para o Clarín, esta combinação de fatores torna a situação inédita no Brasil. "Assim como ocorreu na Argentina, há mais de meio século, com Eva Perón, Lula representa a ascensão dos excluídos no Brasil. É um dado que se deve levar em conta, já que seus adversários não têm apoio popular." Terror "Grã-Bretanha se prepara para mais uma quinta-feira nervosa", diz o The Times em sua principal manchete nesta quinta-feira. O jornal lembra que se completam quatro semanas desde os atentados de 7 de julho, em que 56 pessoas morreram na explosão de bombas no sistema de metrô e em um ônibus, em Londres. "Tensão e nervosismo vão ser sentidos por milhões de usuários do sistema de transporte e milhares de policiais que sabem que (...) os homens-bomba escolheram a quinta-feira como dia de atrocidades", diz o Times. O jornal lembra ainda que quinta-feira passada foi o dia com o maior número de policiais nas ruas da capital britânica desde a Segunda Guerra Mundial, depois de alertas de outro possível atentado. "Um número ainda maior de policiais estará trabalhando nesta quinta-feira, incluindo mais de 3 mil atiradores de elite." Tolerância e multiculturalismo Ainda sobre os atentados em Londres, o diário The Independent traz editorial defendendo a política britânica da tolerância e do multiculturalismo. O editorial critica o argumento que vem crescendo desde os atentados, de que as explosões foram um terrível subproduto desta política e de que o fracasso em impor valores britânicos nas comunidades de imigrantes encorajou alguns jovens islâmicos a abraçarem o extremismo. "O principal objetivo do multiculturalismo sempre foi ajudar as comunidades imigrantes a manter sua tradição, ajudando a explicar aos britânicos que imigrantes e hábitos diferentes não são uma ameaça", afirma o Independent, que critica a idéia de impor a assimilação de costumes britânicos pelos estrangeiros. "Deve haver um debate sobre como tornar o país mais seguro diante das últimas ameaças. Também deve haver um debate público sobre o multiculturalismo. Mas o medo não deve nos impedir de analisar cada sugestão em detalhes." Iraque Nos Estados Unidos, o jornal The Christian Science Monitor homenageia o jornalista Steven Vincent, morto na terça-feira no Iraque, que escrevia artigos para a publicação. Em editorial, o jornal lembra o "outro" exército lutando no Iraque - o de trabalhadores que ajudam a reconstruir o país, apesar da violência. "Informação é essencial para progredir. Jornalistas estão comprometidos em nos ajudar a entender o que está acontecendo no Iraque e em todas as outras áreas do mundo. O trabalho de um jornalista é um fator-chave no processo de 'cura das nações'." O The Christian Science Monitor afirma que estamos todos em débito com este outro exército, que enfrenta riscos diários para restabelecer a normalidade nos países em conflito. Equador E na Espanha, o El País traz entrevista exclusiva com o ex-presidente do Equador, Lucio Gutiérrez, que se disse decidido a voltar ao país - onde uma ordem de prisão preventiva foi emitida contra ele - para que "devolvam a democracia ao povo equatoriano". Nesta quinta-feira, a Justiça do Equador vai decidir se mantém a ordem de prisão, e caso ela seja suspensa, os planos do ex-presidente são de voltar e iniciar uma campanha por eleições imediatas e pela convocação de uma nova assembléia constituinte. "Os que agora ocupam a Presidência tomaram o poder com um golpe de Estado, os que conspiram são eles. Eu nunca abandonei, nunca renunciei. No Equador, ninguém duvida do golpe de Estado", disse Gutiérrez ao El País. |
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