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Atualizado às: 29 de julho, 2005 - 02h09 GMT (23h09 Brasília)
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Tropas de paz carecem de habilidades para atuar no Haiti, diz subsecretário da ONU
Tropas de paz da ONU no Haiti
Tropas de paz da ONU não têm preparo para confrontos urbanos
O chefe das missões de paz da ONU, Jean-Marie Guéhenno, disse nesta quinta-feira que as tropas de paz da entidade no Haiti não têm as habilidades necessárias para os conflitos urbanos que enfrentam diariamente.

“Não é fácil para a Minustah conduzir essas operações porque, operando num ambiente urbano, idealmente você precisa de habilidades muito específicas que essa missão realmente não possui. Mas essa situação de segurança precisa ser tratada com urgência”, afirmou Guéhenno depois de discursar numa sessão do Conselho de Segurança a portas fechadas na ONU.

Segundo Guéhenno, a missão liderada pelo Brasil precisa de forças especializadas que possam limitar o número de vítimas civis ao mínimo em operações delicadas como prisões de líderes de gangues.

A avaliação do funcionário, que também é subsecretário-geral da ONU para Operações de Paz, é feita no mesmo dia em que a entidade Anistia Internacional publicou um relatório criticando a atuação das tropas de paz da ONU no país.

Segundo a Anistia, as tropas de paz fracassaram na tentativa de desarmar o Haiti, deixando, entre outras coisas, que ex-soldados carreguem revólveres em Porto Príncipe "sem serem desafiados".

Investigação

Guéhenno disse ainda que a ONU está investigando o que aconteceu numa operação no distrito de Cité Soleil em que, segundo denúncias, civis foram mortos.

"Depois da operação, houve relatos não confirmados da Polícia Nacional Haitiana e de organizações não governamentais de que houve uma série de assassinatos de vingança."

O subsecretário da ONU disse, no entanto, que, se existiram, as mortes de civis não foram "da magnitude" divulgada por alguns críticos da missão.

Guéhenno destacou ainda que o país está extremamente polarizado, citando como exemplos disso a queima de um mercado local de Porto Príncipe e o assassinato do jornalista Jacques Roches.

Além de prover segurança, disse Guéhenno, a Minustah tem o desafio de ajudar o Haitia a organizar a eleição prevista para novembro – evento que "pode ser uma fundação para a estabilização do país ou pode dividir ainda mais o país".

Liderada pelo general brasileiro Augusto Heleno Ribeiro, a Minustah chegou ao Haiti em junho do ano passado, quatro meses depois da revolta civil que derrubou o então presidente Jean-Bertrand Aristide.

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