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Missão de paz da ONU no Haiti deverá ser estendida até 2006 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um porta-voz da missão brasileira na Organização das Nações Unidas (ONU) revelou à BBC Brasil que o Conselho de Segurança aprovará nesta quarta-feira a extensão do mandato da missão de paz no Haiti até o dia 15 de fevereiro de 2006. De acordo com o porta-voz, o Brasil, que mantém cerca de 1,2 mil soldados no país, deverá continuar chefiando a missão de paz - embora a definição sobre qual país ficará com essa responsabilidade não faça parte do documento que será votado nesta quarta-feira. O texto da nova resolução sobre o Haiti foi fechado nesta terça-feira em Nova York depois de intensas negociações entre a China e os demais membros do conselho. Há um mês, na véspera do final do mandato da missão de paz, a China só concordou em estendê-lo por mais trinta dias, em sinal de protesto contra o governo interino do Haiti. Até a posse Recentemente, o atual presidente haitiano, Boniface Alexandre, demonstrou a intenção de estreitar os laços diplomáticos de seu país com o governo de Taiwan. Em retaliação, o governo da China, que considera Taiwan parte de seu território, passou a se opor à renovação da missão de paz da ONU no Haiti. Mas segundo a nova resolução, as tropas das Nações Unidas deverão continuar no Haiti até a posse do novo presidente haitiano, marcada para 7 de fevereiro de 2006. A nova resolução também aumenta o número de tropas no país – de atuais cerca de 6 mil soldados para um teto de 7,5 mil, além de destacar aproximadamente outros 1,9 mil soldados para operarem como policiais civis. O comandante da missão, o general brasileiro Augusto Heleno, deverá chefiar as tropas até o próximo mês de agosto. |
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