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Atualizado às: 28 de julho, 2005 - 05h33 GMT (02h33 Brasília)
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Anistia Internacional pede desarmamento no Haiti
Soldados da ONU no Haiti
Para Anistia, tropas da ONU "não desafiam" gangues
Cerca de 170 mil armas de pequeno porte estão nas mãos de gangues e ex-militares no Haiti responsáveis por abusos dos direitos humanos no país, diz um relatório da Anistia Internacional divulgado nesta quinta-feira.

Segundo o levantamento, essas armas são usadas no país para "seqüestrar, cometer abusos sexualmente e matar haitianos".

Intitulado Haiti: desarmamento atrasado, justiça negada, o relatório aponta que "em diversas partes do país, onde o poder das autoridades permanece frágil, grupos armados e indivíduos continuam a controlar ilegalmente territórios e a população e a cometer atos criminais sem serem desafiados pelas autoridades nacionais, incluindo a Polícia Nacional ou os oficiais da Minustah (Missão de Estabilização da ONU no Haiti)".

Para a Anistia Internacional, as tentativas de desarmamento foram insuficientes até agora e falta disposição política por parte do governo.

Paz

"Em março de 2005, 325 ex-militares devolveram simbolicamente sete armas em Cap-Haitien marcando o retorno à vida civil. Desde então, nenhuma tentativa séria foi feita para desarmar ex-militares e grupos rebeldes", está escrito no relatório.

A Anistia Internacional observa ainda que a "falta de responsabilidade da Polícia Nacional Haitiana e a extensa impunidade para abusos de direitos humanos cometidos por grupos armados não podem levar à paz durável no Haiti".

"O governo provisório está falhando nas suas responsabilidades internacionais e fundamentais de proteger os haitianos e seus direitos básicos", critica a Anistia Internacional.

O Haiti mergulhou numa revolta civil no início do ano passado que levou à queda do então presidente Jean-Bertrand Aristide. Poucos meses depois, tropas da ONU – sob o comando do general brasileiro Augusto Heleno Ribeiro – foram enviadas para ajudar na estabilização do país, governado interinamente por Gerard Latortue.

A organização faz os seguintes pedidos ao governo provisório do Haiti:

  • Implementar sem atrasos um extenso programa de desarmamento;
  • Investigar todos os relatos de violação aos direitos humanos e julgar os responsáveis;
  • Indenizar vítimas de violação de direitos humanos;
  • Reformar o sistema jurídico de acordo com a legislação internacional de direitos humanos e acabar com prisões ilegais e detenções de longo prazo para aqueles que aguardam julgamento.

À Minustah, que é liderada pelo Brasil, a Anistia sugere as seguintes medidas:

  • Trabalhar junto com o governo provisório para o estabelecimento de um programa de desarmamento e investigação de abusos de direitos humanos;
  • Publicar freqüentemente relatórios sobre a situação dos direitos humanos no país;
  • Checar o histórico dos policiais em relação a possíveis abusos de direitos humanos e treinar toda a Polícia Nacional Haitiana.
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