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Jornalista seqüestrado é achado morto no Haiti | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um dos jornalistas mais conhecidos do Haiti, Jacques Roche, foi encontrado morto em Porto Príncipe, segundo a polícia do país. Roche, que apresentava um programa de televisão e escrevia para um jornal haitiano, havia sido seqüestrado na semana passada. O jornalista, que também era poeta, tinha o corpo mutilado e as mãos algemadas quando o seu corpo foi encontrado numa favela da capital haitiana. Ele é a mais recente vítima de uma onda de seqüestros no Haiti. A polícia estima que mais de 450 pessoas tenham sido tomadas reféns desde março. Numa entrevista recente à BBC Brasil, o general Augusto Heleno Ribeiro, que comanda as forças de paz das Nações Unidas no país, disse que os seqüestros eram um problema policial e não da missão da ONU. As tropas estrangeiras têm tido dificuldade para manter a ordem no Haiti, que no ano passado mergulhou numa crise civil que levou à queda do então presidente Jean-Bertrand Aristide. Correspondentes da BBC dizem que a instabilidade no país está suscitando dúvidas sobre a viabilidade de serem realizadas eleições no final do ano, como está previsto. Tortura Segundo os policiais, Roche foi torturado e levou vários tiros antes de morrer. Os seus braços haviam sido quebrados e queimados e o seu corpo estava coberto de sangue. O jornalista foi seqüestrado no domingo de manhã quando dirigia o seu carro na região de Nazon, em Porto Príncipe. A maioria das abduções no Haiti busca dinheiro e a vítima é normalmente solta depois do pagamento do resgate. Os colegas de Jacques Roche no jornal Le Matin dizem que os seqüestradores haviam pedido US$ 250 mil pela sua libertação e posteriormente reduziram o valor para US$ 10 mil. "Os parentes e amigos dele coletaram US$ 10 mil que foram enviados aos seqüestradores", disse o jornalista Chenald Augustin. "Daí eles disseram que estavam esperando pelos US$ 240 mil restantes." Roche era responsável pela seção de Cultura do jornal Le Matin, além de apresentar um talk show na TV e fazer comentários esportivos numa rádio local. |
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