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Tropas da ONU matam dois 'membros de gangue' no Haiti | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Tropas de paz da ONU no Haiti mataram dois homens nesta quarta-feira durante a invasão da favela de Cité Soleil, em Porto Príncipe, capital do país. Segundo os militares, os mortos eram membros de milícias leais ao ex-presidente Jean-Bertrand Aristide, destituído no ano passado. Cerca de 350 soldados da ONU empreenderam durante várias horas uma batalha com homens armados em Cité Soleil. O chefe da polícia haitiana, Leon Charles, disse à agência de notícias France Presse que está "80% certo" de que um dos mortos era Emmanuel Wilmey, poderoso líder de uma gangue pró-Aristide. Segundo o governo haitiano, Wilmey está por trás da escalada de violência em Porto Príncipe. Operações em favelas A operação em Cité Soleil é a segunda ofensiva em uma favela em duas semanas. Na semana passada, as forças de paz da ONU invadiram a favela de Bel Air, matando seis supostos membros de gangues e libertando uma funcionária da Cruz Vermelha que foi seqüestrada quando trabalhava no local. Composta de 7 mil soldados, a força de paz da ONU – liderada pelo general brasileiro Augusto Heleno Ribeiro – tem tido dificuldades para manter a ordem no Haiti desde a queda de Aristide. O Haiti tem eleições previstas para novembro, mas correspondentes da BBC afirmam que a violência pode forçar um adiamento da data. Estatísticas oficiais indicam que apenas 200 mil dos 4,5 milhões de potenciais eleitores estão registrados para votar. |
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