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ONU aumenta número de soldados da missão no Haiti | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta quarta-feira a prorrogação da missão de paz no Haiti até 15 de fevereiro de 2006, com um aumento no número de soldados que irão integrar a missão. O objetivo do reforço nas tropas é garantir que as eleições no país, que devem acontecer em outubro e novembro deste ano, realmente sejam realizadas. Segundo a ONU, cerca de 750 soldados adicionais devem formar uma unidade de resposta rápida para lidar com a violência na capital haitiana, Porto Príncipe. Outras 300 pessoas da Organização trabalharão com a polícia e na parte administrativa. Com isso, a previsão é de que o contingente da ONU receba um reforço de mais de mil soldados, que se somarão aos atuais cerca de 6 mil que estão no país. China A saída das tropas da ONU deve ocorrer depois da posse do novo presidente do Haiti, marcada para 7 de fevereiro de 2006. Um porta-voz da missão brasileira na ONU disse à BBC Brasil na terça-feira que o Brasil, que mantém cerca de 1,2 mil soldados no país, deve continuar a chefiar a missão de paz - mas isso ainda não foi confirmado. O texto da nova resolução sobre o Haiti foi fechado na terça-feira em Nova York depois de intensas negociações entre a China e os demais membros do Conselho de Segurança. Há um mês, na véspera do final do mandato da missão de paz, a China só concordou em estendê-lo por mais trinta dias, em sinal de protesto contra o governo interino do Haiti. Recentemente, o atual presidente haitiano, Boniface Alexandre, demonstrou a intenção de estreitar os laços diplomáticos de seu país com o governo de Taiwan. Em retaliação, o governo da China, que considera Taiwan parte de seu território, passou a se opor à renovação da missão de paz da ONU no Haiti. |
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