|
'Só resta rezar' para furacões pouparem Haiti, diz Heleno | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O general brasileiro Augusto Heleno Ribeiro disse que “só resta rezar” para que esta temporada de furacões no Caribe não leve ao Haiti tempestades mais violentas do que a que atingiu o país na semana passada. Para o militar, que coordena as tropas de paz da ONU no Haiti, nem a experiência acumulada pelas forças estrangeiras em operações humanitárias poderia salvar o país de uma tragédia. “Mesmo com todo o planejamento, o Haiti, com a estrutura que tem hoje, não é capaz de fazer frente nem a uma chuva forte, quanto mais a um furacão”, afirmou o comandante em entrevista à BBC Brasil. “Qualquer desastre meteorológico é multiplicado por dez pelas condições do país”, acrescentou Heleno, referindo-se à má condição das estradas, à falta de hospitais e à precariedade das construções. Dez mortos Embora tenha deixado dez mortos na sua passagem pelo Haiti na semana passada, o rastro de destruição do furacão Dennis pode ser considerado pequeno se comparado com o da tempestade tropical Jeanne, que deixou 1,5 mil mortos no ano passado. Na ocasião, a cidade mais afetada foi Gonaives, no norte do país, e as tropas de paz recém-chegadas lançaram uma grande operação humanitária. Desta vez, no entanto, o maior problema das tropas da Minustah é restaurar a ligação com o oeste do país, interrompida com a queda de uma ponte na cidade de Grand Goave. O general Augusto Heleno qualifica o problema apenas de logístico, por causa do isolamento de tropas do Sri Lanka, que ficaram do outro lado da ponte. Segundo o comandante, o abastecimento das tropas terá de ser feito por via aérea até que engenheiros vindos do Brasil, Chile e outros países possam consertar a ponte. O próprio Heleno, no entanto, admite que monitora com apreensão as tempestades que se aproximam do Haiti pela internet. “Temos que rezar para que não aconteça”, diz o militar. Se a reza não funcionar, ele diz que não hesitará em colocar à disposição da população todos os recursos disponíveis. Heleno reconhece que isso seria feito às custas da segurança do país, mas diz que não há alternativa. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||