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Celso Amorim defende missão brasileira no Haiti | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu a atuação das tropas da ONU, lideradas pelo Brasil, no Haiti. As tropas vem sendo criticadas nos recentemente pela falta de calma no país, onde, na capital Porto Príncipe, apenas no fim de semana ocorreram 25 mortes. Neste domingo, o jornal The Washington Post disse em editorial que a missão havia sido um fracasso. "Nossa avaliação não é essa”, disse o ministro. “Sempre soubemos que a situação no Haiti é uma situação difícil, tem vários componentes." Elogios "Mas eu sei pelos vários contatos que temos, inclusive com a oposição, que quando se fala sobre a possibilidade de as tropas brasileiras eventualmente deixarem o país, que isso causa grande preocupação", afirmou. "Acho que estas críticas não procedem." O ministro disse que não vê problema no envio de tropas americanas, como foi noticiado neste fim de semana. "Não tenho problema com isso. Mas os americanos estão preparados para ir?", perguntou Amorim. "É uma força multinacional, sob o mandato da ONU. Desde que se respeite o mandato da ONU não temos problema com isso. Não é nossa decisão", disse o ministro. Ele disse que a situação econômica do país dificulta a solução. "No Haiti há questões de pobreza, de criminalidade, e de política. Uma combinação explosiva por natureza. Não creio que a repressão indiscriminada seja a melhor maneira de lidar com essa situação", afirmou. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, elogiou a atuação da tropa liderada pelo Brasil na conversa com jornalistas durante a viagem entre Washington e Fort Lauderdale. "Foi um avanço importante no Haiti termos a missão de ONU liderada pelo Brasil, um líder regional, e com participação de vários Estados da região", disse Rice. A secretária reconheceu que a missão tem problemas, mas disse que avalia que a situação melhorou. "Acho que seria um erro dizer que a Minustah não está funcionando e que precisa ser substituída por outros mecanismos", disse a secretária. |
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