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Soldado brasileiro ferido no Haiti passa bem | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um soldado brasileiro foi ferido na testa enquanto patrulhava um bairro pobre da capital do Haiti, Porto Príncipe, no domingo. Durante uma patrulha no bairro de Bel Air, uma bala acertou o veículo no qual o cabo Monteiro se encontrava e um estilhaço o acertou de raspão. "O ferimento foi leve e o soldado já recebeu alta", disse o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, comandante da Força de Estabilização do Haiti (Minustah, na sigla em francês), à BBC Brasil. "Em poucos dias ele deve voltar à ativa." Bairro violento O general disse que conversou com o cabo na manhã desta terça-feira e que o moral dele estava alto. "Em geral, chamamos este tipo de incidente de 'azar militar'. No caso dele, foi sorte, já que o estilhaço pegou entre o nariz e a testa." "Um pouco mais ele teria perdido um olho", disse o general. O incidente aconteceu no bairro de Bel Air, um dos mais violentos da capital do Haiti, repleto de gangues armadas. "Volta e meia levamos um tiro em Bel Air", diz o general Heleno. "Não dá para saber nem de onde veio", diz ele. Marines O chefe de Gabinete do governo do Haiti, Michel Brunache, pediu nesta terça-feira o envio de tropas americanas, em especial marines, ao país. Ele reclamou que as forças de paz "precisariam se tornar mais agressivas para combater as gangues." O general Heleno, que já havia defendido uma atitude menos agressiva das tropas de paz quando lidando com a população civil, disse que este tipo de pedido "é coisa antiga". "Já estou ouvindo isso há um ano." "Se agressividade resolvesse, não haveria conflito no mundo." Mas se tropas americanas forem enviadas para se juntar às da ONU, elas vão ser muito bem-vindas, segundo ele. |
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