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Atualizado às: 10 de julho, 2005 - 22h59 GMT (19h59 Brasília)
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Passageira escapou da morte no ônibus e no metrô
Angela Griffiths
Angela Griffiths sofreu apenas pequenos cortes e arranhões
Uma passageira do ônibus linha 30 saiu ilesa da explosão que detonou o veículo matando 13 pessoas, mas Angela Griffiths escapou da morte duas vezes naquele mesmo dia – momentos antes ela estava no metrô na estação de Edgware Road onde o atentado deixou um saldo de sete mortos.

Angela, de 36 anos, contou que estava em Edgware Road quando escutou um barulho alto de explosão. Logo depois a estação foi evacuada.

Sem ainda saber o que estava realmente acontecendo, ela se juntou aos demais passageiros e foi pegar um ônibus.

“Dentro do ônibus eu escutei umas conversas sobre bombas, uma bomba que teria sido detonada na estação de Liverpool Street. Começamos a escutar barulhos de sirene e a rota do ônibus foi alterada porque algumas ruas foram bloqueadas”, disse.

Momentos antes da explosão no ônibus em que viajava, sentada na parte inferior, ela sentiu vontade de rezar. “Eu não estava em pânico. Tinha apenas um sentimento de algo não estava certo.”

Angela, que trabalha como pesquisadora na área de medicina clínica, estava a caminho do Royal London Hospital, onde tinha uma reunião. Mas ela não chegou a tempo no compromisso.

Em Tavistock Square, uma bomba foi detonada no segundo andar do ônibus.

“Olhei para fora e vi escombros por todos os lados. Senti dor nas minhas costas, nas pernas e no meu tornozelo.”

Primeiro, Angela pensou que uma bomba tinha explodido na rua, mas logo ela se deu conta do que havia acontecido.

“Não houve choro, murmúrios ou lamentações. Não lembro de ter escutado gritos. Era um silêncio mortal.”

Ajuda

Ao sair de dentro do ônibus, ela pode ter uma idéia da extensão dos danos. “Eu estava realmente chocada. Tinha cacos de vidro e metais distorcidos em minha volta.”

Angela contou que, ao sair do ônibus, uma pessoa a ajudou. Ela procurou abrigo em um escritório perto dali junto com outras duas mulheres que também sobreviveram ao atentado.

“Nós nos demos as mãos, nos unimos e chegamos bem perto. Ajudou.”

Ela foi então levada ao Royal Free Hospital onde recebeu tratamento para pequenos cortes e arranhões e foi liberada pelos médicos.

“Quando vi meu marido, pulei nos braços dele e fiquei dizendo ‘Eu te amo’”, contou Angela, que tem dois filhos.

Apesar de estar bem de saúde física, ela ainda está se recuperando do trauma psicológico. “Não consigo dormir. Estou emocionalmente exausta e chorosa.”

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