BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 19 de maio, 2005 - 01h22 GMT (22h22 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Venezuela diz que não entregaria cubano a Fidel

O ex-agente da CIA Luis Posada Carriles
Governo dos EUA diz que está analisando o caso de Carriles
O vice-presidente da Venezuela, José Vicente Rangel, disse que o dissidente cubano Luis Posada Carriles não será entregue a Cuba, caso o governo americano decida extraditá-lo para a Venezuela.

"Não há possibilidade de que (Carriles) seja enviado a outro país, se a extradição for aprovada. Disto a opinião pública nacional e internacional pode estar segura", afirmou Rangel.

O vice-presidente qualificou de "subterfúgio" a posição americana de não extraditar pessoas para Cuba ou países associados a Cuba (numa referência indireta à Venezuela). "A única coisa que eles querem é parar o processo de extradição ao país."

Segundo Rangel, Posada Carriles, se extraditado, será julgado na Venezuela. O dissidente cubano também tem nacionalidade venezuelana.

Tanto Cuba como a Venezuela pedem a extradição de Carriles, acusado, entre outros crimes, de envolvimento num atentado contra um avião cubano que matou 73 pessoas, em 1976. Ele foi julgado e absolvido duas vezes na Venezuela, mas fugiu de uma prisão do país em 1985, enquanto aguardava um recurso de apelação.

"Duplo discurso"

O dissidente cubano foi preso na terça-feira na Flórida, semanas depois de um dos seus advogados anunciar que Carriles havia entrado em território americano pelo México.

Depois da prisão, o governo de Venezuela disse que esperava uma resposta de Washington "no curto prazo" ao seu pedido de extradição, apresentado na semana passada. O governo americano disse na terça que está avaliando a condição de Carriles perante as leis de imigração e que ele ficaria sob custódia policial por pelo menos 48 horas.

Nas suas declarações sobre o caso, o vice-presidente venezuelano disse ainda que uma recusa por parte de Washington constituiria "uma nova prova do duplo ou triplo discurso do mandatário norte-americano".

Venezuela e Cuba apontam como contradição o tratamento de Posada Carriles em comparação com outros acusados de "terrorismo".

A embaixada venezuelana em Washington apresentou o pedido de extradição com base no argumento de que o crime do qual Carriles é acusado ainda não prescreveu.

Nesta terça-feira, convocados pelo presidente Fidel Castro, milhares de cubanos foram às ruas de Havana para pedir que as autoridades americanas extraditassem Carriles.

Além do atentado aéreo, Cuba acusa o dissidente de organizar uma série de ataques em hotéis do país, em 1997.

O advogado de Posada Carriles, Eduardo Soto, baseou o pedido de asilo na contribuição que o seu cliente havia prestado aos Estados Unidos.

Documentos da CIA (agência secreta americana) tornados públicos recentemente mostram que o cubano trabalhou durante dez anos para a agência.

66Londres
Jogadores de futebol mostram seu talento como fotógrafos.
66Vídeo
Máquina para lavar cachorro vira febre nos Estados Unidos.
66Grã-Bretanha
Rainha abre trabalhos no Parlamento em Londres; veja fotos.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade