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Venezuela diz que não entregaria cubano a Fidel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O vice-presidente da Venezuela, José Vicente Rangel, disse que o dissidente cubano Luis Posada Carriles não será entregue a Cuba, caso o governo americano decida extraditá-lo para a Venezuela. "Não há possibilidade de que (Carriles) seja enviado a outro país, se a extradição for aprovada. Disto a opinião pública nacional e internacional pode estar segura", afirmou Rangel. O vice-presidente qualificou de "subterfúgio" a posição americana de não extraditar pessoas para Cuba ou países associados a Cuba (numa referência indireta à Venezuela). "A única coisa que eles querem é parar o processo de extradição ao país." Segundo Rangel, Posada Carriles, se extraditado, será julgado na Venezuela. O dissidente cubano também tem nacionalidade venezuelana. Tanto Cuba como a Venezuela pedem a extradição de Carriles, acusado, entre outros crimes, de envolvimento num atentado contra um avião cubano que matou 73 pessoas, em 1976. Ele foi julgado e absolvido duas vezes na Venezuela, mas fugiu de uma prisão do país em 1985, enquanto aguardava um recurso de apelação. "Duplo discurso" O dissidente cubano foi preso na terça-feira na Flórida, semanas depois de um dos seus advogados anunciar que Carriles havia entrado em território americano pelo México. Depois da prisão, o governo de Venezuela disse que esperava uma resposta de Washington "no curto prazo" ao seu pedido de extradição, apresentado na semana passada. O governo americano disse na terça que está avaliando a condição de Carriles perante as leis de imigração e que ele ficaria sob custódia policial por pelo menos 48 horas. Nas suas declarações sobre o caso, o vice-presidente venezuelano disse ainda que uma recusa por parte de Washington constituiria "uma nova prova do duplo ou triplo discurso do mandatário norte-americano". Venezuela e Cuba apontam como contradição o tratamento de Posada Carriles em comparação com outros acusados de "terrorismo". A embaixada venezuelana em Washington apresentou o pedido de extradição com base no argumento de que o crime do qual Carriles é acusado ainda não prescreveu. Nesta terça-feira, convocados pelo presidente Fidel Castro, milhares de cubanos foram às ruas de Havana para pedir que as autoridades americanas extraditassem Carriles. Além do atentado aéreo, Cuba acusa o dissidente de organizar uma série de ataques em hotéis do país, em 1997. O advogado de Posada Carriles, Eduardo Soto, baseou o pedido de asilo na contribuição que o seu cliente havia prestado aos Estados Unidos. Documentos da CIA (agência secreta americana) tornados públicos recentemente mostram que o cubano trabalhou durante dez anos para a agência. |
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