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Atualizado às: 18 de março, 2005 - 10h15 GMT (07h15 Brasília)
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'Damas de Branco' lembram dois anos de prisões em Cuba

Damas de branco
Ativistas resolveram tomar as ruas depois que cartas falharam
O movimento das "Damas de Branco", como são chamadas as mulheres que reivindicam a liberdade de seus maridos em Cuba, completa dois anos nesta sexta-feira.

Com passeatas e vigílias, elas mantêm a pressão sobre o governo cubano para libertar 75 dissidentes que foram presos em 2003, depois de condenados a penas de até 28 anos por "atentar contra o Estado" e contra "os princípios da revolução".

Vestidas de branco, as mulheres – a maioria donas de casa sem engajamento político anterior – vão realizar várias atividades nos próximos três dias pedindo a libertação dos dissidentes.

As Damas de Branco se encontram todo domingo à Igreja de Santa Rita, de onde saem para uma passeata em protesto contra a prisão dos seus familiares.

Laura Pollán, a esposa de Héctor Maseda, um jornalista independente que foi condenado a 20 anos de prisão), disse à BBC que o grupo começou a fazer as passeatas depois que percebeu que o envio de cartas às autoridades não estava surtindo efeito.

"Não nos respondiam, por isso decidimos tomar as ruas".

Segundo Pollán, entre os presos, há alguns muito doentes. Dois deles foram hospitalizados, mas haveria outros "muito mal" que estão na cadeia.

A ativista reclama também da dificuldade de transporte dos familiares para ir visitar os presos.

"Eu dizia às esposas que este governo é 'tão humano' que não puniu apenas os dissidentes mas também a nós, familiares, nos impôs uma quota de castigo."

Pollán disse ainda acreditar que a viagem do ministro do Exterior cubano, Felipe Pérez Roque, possa gerar mais pressões internacionais pela libertação dos 75 presos.

"Acho que sim (que vai ajudar na libertação), mas acho que vão fazê-lo de forma muito escalonada, pouco a pouco, como dizemos, de conta-gotas, porque Fidel (Castro) é um homem muito obcecado, muito obstinado também, e não vai reconhecer para o mundo que se equivocou ao mandar presos em três días 75 dissidentes e jornalistas.

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