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Cubanos vão às ruas pedir punição de exilado | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de pessoas participaram de uma passeata liderada pelo presidente Fidel Castro em Cuba para exigir que os Estados Unidos prendam e extraditem Luis Posada Carriles, um ex-agente da CIA considerado um terrorista pelas autoridades cubanas. O governo de Havana afirma que Carriles foi o autor intelectual de um atentado em 1976 contra um avião da empresa cubana de aviação no qual morreram 73 pessoas. Carriles havia sido preso na Venezuela, onde aguardava o resultado de uma apelação depois de ter sido absolvido em dois julgamentos, mas fugiu da prisão em 1985. Agora, a Venezuela pede para que ele seja extraditado. O Departamento de Estado americano nega saber o paradeiro de Carriles, mas o governo cubano diz que ele está em Miami pedindo asilo político. "Abaixo o terrorismo", gritou Castro ao encabeçar a passeata até a representação comercial dos Estados Unidos em Havana. Asilo "Não é muito pedir que se faça justiça com os profissionais do terrorismo, que dentro do próprio território dos Estados Unidos não param de aplicar seus métodos contra nosso povo para semear o terror e destruir a economia de um país que sofre com bloqueios", disse Castro na véspera da passeata. Carriles, que tem 77 anos, nasceu em Cuba, mas tem residência venezuelana. Na semana passada, o governo de Hugo Chávez formalizou o pedido de extradição para a Venezuela em uma carta enviada ao Departamento de Estado americano. Escolha difícil O governo cubano também acusa o ex-agente de organizar em 1997 uma série de atentados contra pontos turísticos no país. Carriles reconheceu sua participação em vários atentados, mas nega estar envolvido na queda do avião da empresa cubana de aviação. Em suas críticas ao governo de George W. Bush, Castro ressaltou que os Estados Unidos mantêm uma posição dura contra o terrorismo, mas mostra incoerência ao oferecer proteção a Carriles. Segundo o correspondente da BBC, o caso obrigará o governo Bush a escolher entre a pressão da influente comunidade de exilados cubanos e seu compromisso internacional de combater o terrorismo. |
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