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Atualizado às: 18 de março, 2005 - 12h25 GMT (09h25 Brasília)
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Anistia denuncia maus-tratos a presos em Cuba
Fidel Castro
Fidel Castro está no poder desde 1959
A Anistia Internacional publicou nesta sexta-feira relatório em que denuncia "sérias violações de direitos humanos" e "maus-tratos a presos políticos" em Cuba.

Segundo o relatório, existem atualmente 71 presos políticos em Cuba.

Eles estão "presos em toda a ilha por manifestar pacificamente suas crenças e opiniões", diz a Anistia, que "apela ao governo cubano por sua libertação imediata e incondicional".

"Tudo o que se pode fazer em Cuba para ser preso por meses e até anos é discordar das autoridades", diz a organização.

A publicação do relatório coincide com o segundo aniversário do que a Anistia chama de ofensiva de Cuba contra a dissidência.

Embargo

A Anistia afirma que a exercício da liberdade de expressão é crime na ilha.

"Isso inclui trabalhar para organizações de direitos humanos, publicar artigos, dar entrevistas para a mídia consideradas críticas ao governo cubano ou entrar em contato com autoridades americanas em Cuba ou com a comunidade de exilados cubanos nos EUA", diz a organização.

No relatório, a Anistia diz acreditar que "o embargo unilateral dos Estados Unidos contra Cuba contribui para abalar diretos políticos e civis chaves no país".

A organização apela por "imediata suspensão" do embargo, mas também ao governo cubano que "pare de usar o embargo como um pretexto para violar os direitos humanos" no país.

Maus-tratos

A Anistia diz ter informações de pelo menos quatro casos de maus-tratos a prisioneiros políticos por guardas da prisão em Cuba.

Em alguns casos, segundo a organização, isso aconteceu "em represália aos prisioneiros por terem reclamado das condições de detenção, acesso inadequado à assistência médica e restrições à comunicação com o mundo exterior".

O relatório detalha os maus-tratos, incluindo casos em que os guardas bateram em prisioneiros algemados, detenção em solitárias sem luz natural por períodos entre dois e quatro meses e suspensão de visitas ou mesmo correspondência.

Segundo a organização, 19 prisioneiros políticos foram soltos em 2004 e no início de 2005, sendo 14 deles por motivos de saúde.

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